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Quinta, 19 de fevereiro de 2026

Senado e Câmara dos Deputados elegem presidente neste sábado; confira quem de MS concorre

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01 de fev 2025 - 09h:03 Créditos: Midiamax
Crédito: Bancada de MS participa da eleição. (Montagem Midiamax, Nathália Alcantara, Reprodução Casas de Leis)

Neste sábado (1º), o Senado e a Câmara dos Deputados elegem os novos presidentes das Casas de Leis em Brasília. Mato Grosso do Sul terá candidato à presidência do Senado.

Com deputados e senadores de MS, os parlamentares votarão em novo presidente para cadeiras atualmente ocupadas por Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado e Arthur Lira (PP-AL) na Câmara dos Deputados.

Os mandatos são de dois anos, então assumem o cargo em 2025 e lideram as Casas de Leis até 2026. No Senado, integrantes da 57ª Legislatura votam nos candidatos à presidência a partir das 10h, na primeira sessão preparatória.

Logo depois, às 11h, devem se reunir pela segunda vez, para definição dos demais integrantes da Mesa Diretora. Os eleitos serão responsáveis pela direção dos trabalhos legislativos no Senado.

Vale lembrar que o presidente do Senado é quem preside o Congresso Nacional. Além dele, a Mesa Diretora é composta por dois vice-presidentes e quatro secretários. Quatro senadores ficam como suplentes da Mesa.

Eleição no Senado Federal

Entre candidaturas confirmadas, está o ex-presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador foi presidente do Senado em 2019 e 2020. Além disso, possui apoio do atual presidente da Casa de Leis, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Além de Alcolumbre, outros quatro senadores colocaram o nome para o pleito. Deverão concorrer Marcos Pontes (PL-SP), Marcos do Val (Podemos-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e a senadora de Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (Podemos), que pode ser a única mulher a concorrer à cadeira. “A candidatura da senadora já está oficializada desde o ano passado”, garantiu assessoria.

Tereza Cristina (PP) afirmou que irá apoiar o ex-presidente da Casa, Alcolumbre. “A bancada do Progressistas no Senado decidiu, de forma unânime, apoiar o senador Davi Alcolumbre para a presidência do Senado”, explicou.

O senador Nelsinho Trad (PSD) afirmou que recebeu apresentação de propostas de dois candidatos. “Por enquanto, dois candidatos vieram apresentar suas propostas: senador Davi Alcolumbre e senador Astronauta Marcos Pontes. A maioria dos senadores pelas conversas informais aponta preferência pela candidatura do senador Davi Alcolumbre, estou nesse meio”, pontuou.

Eleição na Câmara dos Deputados

Para ser eleito presidente da Câmara dos Deputados, o candidato precisa de maioria absoluta dos votos em primeira votação (257) ou ser o mais votado no segundo turno. As eleições para esta Casa no Congresso também ocorrem em 1º de fevereiro.

O início da primeira sessão preparatória, na qual será eleito o presidente, está marcado para as 16 horas. Hugo Motta (Republicanos-PB), Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e Marcel Van Hatten (Novo-RS) são os candidatos oficiais até agora.

O deputado federal Vander Loubet (PT), pontuou que não deve concorrer à nenhuma vaga da mesa e conforme acordo da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara, seu voto será para Motta à presidência.

Também da bancada petista, Camila Jara (PT), disse que irá seguir a orientação do partido. “Entendendo que o mandato do Hugo Motta será um mandato que tenta fazer com que a política volte a orientar as decisões da Câmara Federal e evite que o extremismo domine as pautas internas”. A deputada explicou que a decisão sobre o cargo que o PT ocupará, cabe ao Construindo um Novo Brasil (CNB) e vai ser decidido nos próximos dias.

Da bancada do Partido Liberal, o deputado Rodolfo Nogueira (PL) disse que não deve concorrer a nenhum cargo da Mesa e disse que em relação à eleição para a presidência, aguarda alinhamento com o diretório do PL e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Precisamos de uma liderança na Câmara que priorize essas bandeiras e defenda nossos princípios”, disse.

Geraldo Resende (PSDB) explicou que a bancada tucana na Casa é pequena, não tendo quantidade necessária de deputados para indicar alguém para a Mesa. O deputado disse que deve votar no deputado Hugo Mota. “Deve ser o campeão de votos de todas as eleições que ele teve até hoje. Eu acho que ele vai ter até um número superior de votos ao do Lira, que foi também o recorde da presidência”.

Da bancada do Progressistas, Dr. Luiz Ovando (PP), disse que não pretende concorrer a nenhum cargo da Mesa. “Meu foco permanece voltado para trabalhar em prol do Mato Grosso do Sul, especialmente nas áreas em que atuo nas comissões de Saúde, Esporte e Agricultura, defendendo com firmeza os princípios que sempre guiaram minha trajetória: vida, família e liberdade”, disse.

Dagoberto Nogueira (PSDB) disse que apoiará Hugo Motta. “É meu amigo pessoal, trouxe ele em Campo Grande para conversar com governador e bancada federal. Os cargos da mesa e comissões iremos discutir no final do mês”, pontuou.

Marcos Pollon (PL) disse que não vai votar nos dois candidatos confirmados. “Devo votar no Marcel Van Haten, se só existirem estes dois candidatos não vou nem votar. Não coloquei meu nome exposto para ser mais uma peça na engrenagem do centrão. Quem confiou e confia em mim está farto disso, assim como eu”, declarou sobre a eleição.

A reportagem também entrou em contato com a assessoria do deputado Beto Pereira (PSDB), mas não obteve resposta. O espaço segue em aberto para posicionamento sobre as eleições na Câmara e Congresso.

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19 de fev 2026 - 17h:15

Na política, há obras que nascem duas vezes: a primeira no papel, a segunda na memória seletiva de quem tenta reivindicar a paternidade. Em Dourados, o CAPS AD entrou exatamente nessa disputa simbólica — e o prefeito Marçal Filho decidiu colocar os pingos nos is. Isso, depois da estocada verbal do deputado Geraldo Resende. O “outro lado” resolveu responder com dados, cronologia e articulação institucional. Não com bravata, mas com a narrativa de quem afirma ter ido além do discurso: ter ido a Brasília, ajustado contas e colocado dinheiro próprio na mesa. O deputado estadual Zé Teixeira foi enfático ao afirmar que a experiência acumulada por Marçal como deputado federal e estadual está fazendo diferença na atual gestão. “O Marçal conhece os caminhos que precisam ser percorridos para destravar obras, convênios e projetos”, resumiu. Em política pública, conhecer os caminhos é quase tão importante quanto ter o recurso. E, segundo os aliados do prefeito, foi exatamente isso que fez o CAPS sair da condição de promessa reincidente para obra concreta. Houve um momento, no passado, em que o município poderia ter executado o projeto e optou por não fazê-lo. Em 2023, o governo federal reincluiu o CAPS no PAC Saúde. Ainda assim, o risco de perder os valores rondou novamente a iniciativa por falta de andamento. Foi na atual gestão que, segundo a Prefeitura, a liberação foi garantida em definitivo — com um gesto político que diz muito: o município assumiu contrapartida superior à da própria União para assegurar a execução. Em números arredondados, trata-se de um investimento próximo de R$ 5 milhões, sendo pouco mais de R$ 2,3 milhões federais e cerca de R$ 2,5 milhões de recursos próprios. Não é detalhe contábil; é escolha administrativa. Marçal sustenta que a saúde é prioridade absoluta e que a aplicação de recursos municipais no CAPS só foi possível após ajustes fiscais e economia interna. Governar, diz ele, é definir onde apertar e onde investir. E, diante das limitações, a decisão foi concentrar esforços na rede pública. O CAPS AD III terá estrutura de aproximadamente 700 metros quadrados, erguida em uma área pública ampla no Jardim Novo Horizonte. A previsão é que a unidade esteja pronta ainda este ano. Mais que paredes e concreto, o que se constrói ali é um espaço de acolhimento permanente para casos de dependência química e transtornos graves — atendimento que, na prática, desafoga famílias e reduz reflexos na segurança pública. O vereador Márcio Pudim lembrou justamente disso: quem está na linha de frente sabe que a dependência química é drama diário nos bairros e também nos gabinetes. O CAPS, nesse cenário, deixa de ser apenas equipamento de saúde e passa a ser ferramenta social. Representando a Assembleia Legislativa, Zé Teixeira ampliou o foco e ressaltou que a obra atende Dourados e toda a região. Ele voltou a frisar que o projeto só saiu do papel porque houve articulação para garantir recursos federais e aplicação de verba própria — combinação que exige diálogo e trânsito político. Aliás, a palavra diálogo apareceu mais de uma vez. O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que grandes obras só acontecem quando há harmonia entre Prefeitura, Câmara, bancada federal e governo estadual. Para ele, apenas quem convive com dependentes químicos ou pacientes com transtornos severos entende o drama da busca por atendimento adequado. O CAPS, disse, é acolhimento, é suporte especializado, é alívio para famílias inteiras. Barbosinha também elogiou a condução administrativa de Marçal Filho, enfatizando que transparência faz diferença na gestão pública e que sensibilidade social não é acessório — é obrigação. No discurso do prefeito, o CAPS não está isolado. Ele o conecta à nova UBS do Jardim dos Estados, à base do Samu e à futura policlínica municipal. Um pacote que, segundo a gestão, representa a retomada de investimentos após mais de uma década sem novas unidades de saúde na cidade. No fim, a disputa sobre “paternidade” talvez revele algo simples: na política, pai é quem cria. E criar, nesse caso, significa garantir recurso, assumir contrapartida, ajustar orçamento e iniciar a obra. Se ontem houve estocada, hoje houve resposta. E Marçal Filho preferiu responder com ordem de serviço assinada, canteiro montado e cronograma correndo. Porque, às vezes, pôr os pingos nos is é só isso: transformar promessa em parede erguida.

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