A NASA lançou nesta quarta-feira (1º) a missão Artemis II, enviando quatro astronautas em uma expedição histórica rumo à Lua. A viagem, com duração inferior a dez dias, representa um dos principais passos para o retorno humano à superfície lunar nas próximas décadas.
A missão não prevê pouso nem órbita ao redor da Lua. A tripulação realizará uma trajetória de ida e volta, contornando o satélite natural da Terra e retornando em seguida, em um percurso conhecido como “trajetória de retorno livre”.
Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen formam uma das tripulações mais diversas da história da exploração espacial. A missão marca a participação da primeira mulher, da primeira pessoa negra e do primeiro astronauta não norte-americano em uma viagem ao redor da Lua.
A nave utilizada é composta pelo foguete Space Launch System (SLS), considerado o mais potente já desenvolvido pela NASA, e pela cápsula Orion, responsável por transportar os astronautas. Após o lançamento, a equipe passará cerca de 25 horas orbitando a Terra antes de seguir em direção à Lua, que está a aproximadamente 393 mil quilômetros de distância.
Durante o sexto dia de missão, a nave atingirá o ponto mais distante da Terra, ultrapassando a marca histórica da missão Apollo 13. Os astronautas poderão observar regiões inéditas do lado oculto da Lua, contribuindo com registros e imagens importantes para futuras missões.
A missão também servirá como teste para operações mais complexas, incluindo manobras de acoplamento e avaliação dos sistemas da cápsula Orion, especialmente o escudo térmico, peça fundamental para a reentrada na atmosfera terrestre.
Ao final da viagem, a cápsula retornará à Terra com pouso no Oceano Pacífico, em operação semelhante às missões do programa Apollo. Equipes da Marinha dos Estados Unidos estarão posicionadas para realizar o resgate da tripulação.
A Artemis II é considerada uma etapa essencial para os próximos objetivos da NASA, que incluem o envio de astronautas para caminhar na superfície lunar e, futuramente, estabelecer presença humana mais duradoura no satélite.



