Servidores do Detran-MS realizam, nesta quarta-feira (1º), uma paralisação de advertência de 24 horas, porém com baixa adesão ao longo da manhã. O principal ponto de concentração do movimento é o bloco de vistoria veicular, na sede do órgão, em Campo Grande.
Apesar da mobilização, parte dos trabalhadores manteve a rotina de atendimento. Segundo relatos, a orientação para quem aderiu ao movimento é não registrar o ponto, enquanto os demais servidores seguem trabalhando normalmente.
De acordo com representantes da categoria, o sindicato atua em nome de todos os servidores, independentemente de filiação. O Detran-MS conta com pouco mais de 600 servidores efetivos, mas o número total de participantes da paralisação ainda não foi consolidado.
Reivindicações
A principal pauta do movimento é a recomposição salarial. Segundo os servidores, os vencimentos estão defasados há mais de quatro anos, sem reajuste no período.
Além disso, a categoria aponta perdas salariais acumuladas de cerca de 60%, sendo parte relacionada à ausência de reajustes e outra à ampliação da jornada de trabalho de seis para oito horas, sem compensação.
Entre as reivindicações também estão a realização de concurso público e críticas à atuação de servidores comissionados em funções operacionais.
Funcionamento e impacto
A paralisação ocorre tanto na Capital quanto no interior. Em algumas cidades, onde há apenas servidores efetivos, as agências podem permanecer fechadas. Já em locais com comissionados, o atendimento segue normalmente.
Segundo o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, o órgão foi informado sobre a possibilidade de greve, mas não recebeu aviso específico sobre a paralisação, o que teria causado transtornos à população.
Ele afirmou que usuários foram surpreendidos ao comparecer às unidades para serviços agendados, como exames práticos. Em um dos locais, 149 atendimentos estavam previstos apenas no período da manhã.
Diante disso, o Detran decidiu isentar taxas de cidadãos que não conseguiram realizar os serviços e informou que irá reforçar a comunicação para evitar novos problemas.
Negociações
Segundo a direção do órgão, as reivindicações dos servidores já vêm sendo discutidas com o Governo do Estado, mas ainda sem avanço, devido a limitações fiscais e ao teto de gastos com pessoal.
O presidente destacou ainda que o atendimento segue mantido na maior parte das unidades, com atuação de servidores que não aderiram ao movimento.



