O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, divulgou uma carta aberta direcionada ao povo dos Estados Unidos, na qual afirma que seu país não nutre inimizade com os cidadãos norte-americanos e critica duramente a atuação do ex-presidente Donald Trump.
Na mensagem, divulgada pela imprensa estatal iraniana, Pezeshkian declarou que o Irã não representa uma ameaça e pediu que os norte-americanos reflitam sobre as decisões de seus governantes. Segundo ele, há dúvidas sobre se Washington está priorizando os interesses do próprio país ou atuando em favor de Israel no atual cenário de conflito no Oriente Médio.
O presidente iraniano também acusou Trump de estar disposto a prolongar conflitos, afirmando que o ex-líder norte-americano estaria disposto a lutar “até o último soldado americano”.
A carta marca a primeira comunicação direta do governo iraniano voltada à população dos EUA desde o início das recentes tensões no Oriente Médio. No texto, Pezeshkian faz uma distinção entre o governo e o povo norte-americano.
“O povo iraniano não nutre qualquer inimizade contra outras nações, incluindo os povos da América, da Europa ou dos países vizinhos”, afirma o documento.
O líder também defendeu as ações de seu país, classificando-as como medidas de legítima defesa, e negou que o Irã tenha iniciado qualquer conflito.
Além disso, a carta faz referência a eventos históricos, como o Golpe de Estado no Irã de 1953, que, segundo Pezeshkian, teria sido uma intervenção dos Estados Unidos que interrompeu o processo democrático iraniano e gerou desconfiança duradoura entre os dois países.
A publicação ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais, reforçando o discurso do governo iraniano em buscar apoio da opinião pública global.



