A Dataprev, empresa responsável pela tecnologia do Governo Federal, concluiu com sucesso a migração de seu último mainframe (computador de grande porte) para uma plataforma de processamento microprocessada, um passo importante para a modernização dos sistemas previdenciários. Com a finalização dessa transição, os serviços da Central 135 e do portal Meu INSS voltam a funcionar normalmente a partir desta segunda-feira (2).
A liberação dos serviços está sendo feita de forma gradual, com monitoramento do desempenho. De acordo com o cronograma, a maioria das funcionalidades já está plenamente disponível e o atendimento presencial nas agências também foi normalizado. A única exceção é o simulador de aposentadoria, que retornará ao ar na próxima quarta-feira (4).
Ajustes e orientação aos usuários
A Dataprev alerta para possíveis lentidões momentâneas no sistema, principalmente em serviços que utilizam biometria, devido à alta demanda após o processo de migração. A recomendação é que os cidadãos acessem as plataformas em horários alternativos, fora do expediente comercial, já que os serviços funcionam 24 horas por dia.
De acordo com o INSS, a operação de migração envolveu mais de 220 profissionais, incluindo equipes da Dataprev, do INSS e do Ministério da Previdência Social. Essas equipes seguirão de plantão durante toda a semana para monitorar e realizar ajustes em tempo real, garantindo a estabilidade do sistema.
Impactos na eficiência do sistema previdenciário
Essa migração de “plataforma alta” para “plataforma baixa” marca o fim de um longo ciclo de modernização iniciado em 2008. A nova arquitetura de TI tem como resultado um aumento significativo na eficiência administrativa, trazendo diversos benefícios, como:
- Processamento de pagamentos: O tempo de processamento da folha de pagamento foi reduzido de 96 para 48 horas.
- Capacidade de dados: A nova plataforma oferece maior segurança e estabilidade para lidar com o volume crescente de acessos — em 2025, a média mensal de usuários do Meu INSS deverá atingir 134,3 milhões.
- Interoperabilidade: A migração facilita o cruzamento de dados públicos, ajudando a verificar consistência e a combater fraudes.
Além disso, a mudança para sistemas microprocessados fortalece a infraestrutura de outros programas federais, como a Carteira de Trabalho Digital, o Pé de Meia e o Gás do Povo.



