Crédito: Ilustrativa A partir desta segunda-feira (2), entram em vigor as novas regras de segurança para o sistema de pagamentos Pix, definidas pelo Banco Central (BC), com o objetivo de agilizar a devolução de valores transferidos de forma indevida e aumentar a proteção contra golpes e fraudes financeiras. A principal mudança é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora conta com funcionalidades mais avançadas, permitindo um rastreamento mais eficiente dos recursos, mesmo quando transferidos para contas intermediárias após o crime.
Com o novo sistema, o BC espera reduzir em até 40% o número de golpes bem-sucedidos, ao aumentar a taxa de recuperação dos valores, permitindo que o dinheiro seja rastreado, mesmo quando rapidamente movimentado entre diferentes contas. Especialistas destacam que essa mudança fortalece a segurança e oferece maior rapidez na devolução dos valores.
Além disso, as novas regras também ampliam a integração entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, criando um fluxo mais eficiente de informações. A medida facilita o bloqueio automático de contas suspeitas e permite que o usuário conteste transações diretamente através do aplicativo do banco, sem a necessidade de atendimento presencial, tornando o processo de recuperação mais simples e rápido.
O que muda com as novas regras do Pix:
- MED 2.0 obrigatório: Todas as instituições financeiras devem adotar a versão atualizada do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora inclui recursos de rastreamento mais eficientes.
- Rastreamento entre contas: O sistema passa a monitorar o caminho do dinheiro, mesmo quando ele é transferido para outras contas após a movimentação inicial.
- Bloqueio automático de contas suspeitas: Contas suspeitas de fraude podem ser bloqueadas imediatamente, antes mesmo de a investigação ser concluída.
- Devolução mais rápida: O Banco Central estima que os valores possam ser devolvidos em até 11 dias após a contestação, reduzindo o prazo de recuperação.
- Integração entre instituições financeiras: Agora, os bancos poderão compartilhar dados sobre o caminho do dinheiro, facilitando o bloqueio e a devolução dos valores.
- Autoatendimento para contestação: O usuário poderá acionar a devolução de valores diretamente pelo aplicativo bancário, tornando o processo mais ágil.
O que o correntista deve fazer em caso de golpe:
- Contestar rapidamente: A vítima de fraude deve contestar a transação o quanto antes através dos canais oficiais do banco.
- Ação do banco: A instituição de origem do Pix comunica a instituição recebedora dentro de 30 minutos, para bloquear os recursos na conta do suspeito.
- Análise e devolução: Caso a fraude seja confirmada, os valores serão devolvidos à vítima. Caso contrário, o dinheiro será liberado ao destinatário.
Criado em 2021, o MED já se consolidou como um dos principais mecanismos de segurança do Pix. Com a atualização das regras, o Banco Central busca aumentar a proteção aos usuários e desestimular o uso de contas bancárias em crimes financeiros, tornando o sistema de pagamentos mais seguro e confiável.



