Crédito: Reuters/Aziz Taher/Proibida reprodução O grupo político-militar Hezbollah, sediado no Líbano, voltou a lançar ataques com mísseis e drones contra Israel nesta segunda-feira (2), reacendendo o conflito na região e elevando o nível de tensão no Oriente Médio. A ofensiva foi seguida por uma série de bombardeios israelenses em diferentes áreas libanesas, incluindo regiões próximas à capital Beirute.
Segundo o Hezbollah, a ação representa uma resposta direta aos ataques israelenses contínuos e à morte do líder iraniano Ali Khamenei, aliado estratégico do grupo. Em comunicado, a organização classificou a ofensiva como um ato de “autodefesa legítima” diante do que chamou de violações recorrentes do cessar-fogo firmado em novembro de 2024.
O grupo afirmou ter atingido um sistema de defesa antimísseis israelense na cidade de Haifa e declarou que Israel não poderia manter ações militares no território libanês sem sofrer retaliação.
Israel promete intensificar ofensiva
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram novos ataques aéreos no Líbano e afirmaram que alvos ligados ao Hezbollah foram atingidos, incluindo estruturas militares e centros operacionais. O governo israelense acusou o grupo de atingir áreas civis e declarou que a resposta militar continuará com maior intensidade.
De acordo com o comunicado, tropas israelenses também atuam na evacuação preventiva de civis no sul do Líbano diante da possibilidade de novos bombardeios.
Governo libanês critica escalada militar
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou os ataques do Hezbollah, afirmando que a ação compromete esforços diplomáticos para manter o país fora de conflitos regionais mais amplos. Embora também tenha criticado operações militares israelenses em território libanês, o líder alertou que o país não pode servir como base para disputas externas.
Conflito histórico
A rivalidade entre Israel e grupos armados libaneses remonta a décadas. O primeiro grande confronto ocorreu em 1978, quando Israel invadiu o sul do Líbano durante perseguições a forças palestinas.
Em 1982, uma nova invasão levou à ocupação de parte de Beirute e resultou na retirada da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Nesse contexto surgiu o Hezbollah, movimento apoiado pelo Irã e formado inicialmente como resistência à presença militar israelense.
Israel permaneceu no sul libanês até o ano 2000, quando foi forçado a se retirar após confrontos com o grupo. Desde então, novos conflitos ocorreram, incluindo a guerra de 2006, considerada a mais intensa, além de operações militares posteriores.
A retomada dos ataques nesta semana marca uma nova fase de instabilidade regional, com risco de ampliação do conflito envolvendo outros países do Oriente Médio.



