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Sábado, 11 de abril de 2026

Aposentada faz empréstimo para pagar exames após falta de materiais na rede pública em Campo Grande

Paciente relata falta de materiais básicos e suspensão total de exames; caso levanta questionamentos sobre a rede municipal de saúde.

02 de abr 2026 - 09h:23 Créditos: Redação com informações do Top Mídia News
Crédito: André de Abreu

A rede pública de saúde de Campo Grande voltou a ser alvo de críticas após denúncia de falta de materiais básicos e interrupção de exames laboratoriais em unidades do município.

Segundo relato encaminhado à reportagem, uma paciente em tratamento contínuo precisou recorrer à rede privada e contrair um empréstimo para realizar exames essenciais, após não conseguir atendimento na unidade de saúde do bairro Nova Lima.

De acordo com a familiar responsável, inicialmente houve a orientação para que os próprios pacientes comprassem itens básicos necessários para a realização dos exames. “Não tinha recipiente para coletar urina. Tivemos que comprar. Também não tinha o galão para exames dos rins, então tivemos que comprar também”, relatou.

Mesmo após adquirir os materiais por conta própria, a situação não foi resolvida. Ao tentar remarcar os exames em uma clínica da família da região, a paciente foi informada de que todos os atendimentos laboratoriais estavam suspensos por falta de insumos.

“Quando fui remarcar, o atendente disse que não estava fazendo nenhum dos exames porque não tinha material. Ele falou que teria que esperar”, afirmou a denunciante, destacando que não houve qualquer comunicado oficial por escrito sobre a suspensão.

Diante da urgência — já que a paciente é oncológica — a família decidiu arcar com os custos dos exames em uma clínica particular, desembolsando cerca de R$ 560. O valor, segundo o relato, precisou ser obtido por meio de empréstimo, já que a paciente é aposentada e recebe apenas um salário mínimo.

“É muito descaso com quem não tem condições de pagar”, desabafou a familiar.

O caso levanta questionamentos sobre o abastecimento de insumos básicos nas unidades de saúde e a continuidade de serviços essenciais na rede pública municipal.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande para esclarecimentos, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.

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