Crédito: André de Abreu A rede pública de saúde de Campo Grande voltou a ser alvo de críticas após denúncia de falta de materiais básicos e interrupção de exames laboratoriais em unidades do município.
Segundo relato encaminhado à reportagem, uma paciente em tratamento contínuo precisou recorrer à rede privada e contrair um empréstimo para realizar exames essenciais, após não conseguir atendimento na unidade de saúde do bairro Nova Lima.
De acordo com a familiar responsável, inicialmente houve a orientação para que os próprios pacientes comprassem itens básicos necessários para a realização dos exames. “Não tinha recipiente para coletar urina. Tivemos que comprar. Também não tinha o galão para exames dos rins, então tivemos que comprar também”, relatou.
Mesmo após adquirir os materiais por conta própria, a situação não foi resolvida. Ao tentar remarcar os exames em uma clínica da família da região, a paciente foi informada de que todos os atendimentos laboratoriais estavam suspensos por falta de insumos.
“Quando fui remarcar, o atendente disse que não estava fazendo nenhum dos exames porque não tinha material. Ele falou que teria que esperar”, afirmou a denunciante, destacando que não houve qualquer comunicado oficial por escrito sobre a suspensão.
Diante da urgência — já que a paciente é oncológica — a família decidiu arcar com os custos dos exames em uma clínica particular, desembolsando cerca de R$ 560. O valor, segundo o relato, precisou ser obtido por meio de empréstimo, já que a paciente é aposentada e recebe apenas um salário mínimo.
“É muito descaso com quem não tem condições de pagar”, desabafou a familiar.
O caso levanta questionamentos sobre o abastecimento de insumos básicos nas unidades de saúde e a continuidade de serviços essenciais na rede pública municipal.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande para esclarecimentos, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.



