O homem identificado como Weverton Aparecido Coelho Rosa, de 30 anos, se apresentou espontaneamente à Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (2), em Campo Grande, após ter a prisão decretada. Ele é investigado por suspeita de manter a esposa em cárcere privado e por agressões físicas, mas nega todas as acusações.
A apresentação foi acompanhada pelo advogado Cairo Frazão, que afirmou que a decisão teve como objetivo o cumprimento do mandado judicial. Segundo a defesa, o suspeito deve passar por audiência de custódia, quando será solicitado o pedido de revogação da prisão.
A investigação teve início após uma denúncia feita por uma mulher de 40 anos, que relatou ter sido vítima de violência doméstica por vários anos, incluindo ameaças constantes e agressões físicas. Ela foi resgatada por equipes da Polícia Militar, acionadas pelo filho, que encontrou a mãe ferida dentro da residência.
Conforme o boletim de ocorrência, o filho afirmou que já suspeitava das agressões, mas a vítima escondia a situação por medo do companheiro. Ao presenciar as lesões, ele decidiu procurar ajuda. Quando os policiais chegaram ao local, o suspeito já havia fugido.
Em depoimento à defesa, Weverton afirmou que estava trabalhando no dia dos fatos e que não retornou para casa após um desentendimento com a esposa. Segundo o advogado, o homem relatou que a vítima havia ingerido bebida alcoólica e que, após uma discussão, ele optou por não voltar à residência. No dia seguinte, teria tomado conhecimento da presença da polícia no local.
A defesa sustenta ainda que há testemunhas que confirmariam que o suspeito não estava em casa no momento das agressões. Sobre a acusação de cárcere privado, o advogado afirmou que o cliente nega “veementemente” a prática.
Em relação às lesões, o investigado alegou que a mulher teria caído e se machucado, além de afirmar que ela possui histórico de automutilação. A polícia segue apurando o caso.



