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Sábado, 04 de dezembro de 2021

Eles sentem tudo que emanamos

02 de Nov 2021 - 15h:13

Imagem ilustrativa

Um dos piores momentos após a morte de alguém é a dor incessante da falta física de um ente amado. Essa essência corrói a esperança, a fé, potencializa o sofrimento, porém faz parte do processo de luto de cada um de nós vive. 

Para aqueles que desencarnaram e que conseguem assimilar que a vida continua do outro lado e que precisam seguir rumo à evolução, a passagem é tranquila, sem muitos pesos nem apegos. Desapegar não é deixar de ama. É compreender que a morte é apenas uma nova etapa de continuidade da vida. Uma transição ou passagem.

Portanto, quem desencarna, nos primeiros dias recebe uma espécie de blindagem que os bons espíritos impõe, a fim de se evitar desajustes e tristezas maiores. Eles pouco sentem de início, pois também não é fácil aprender a viver numa outra dimensão. 

Mas quando os encarnados emanam e vibram energias de amor, paz e saudades, envolvidas em laços afetivos, os desencarnados sentem essas experiências e lhes servem como bálsamo fortalecedor para a nova etapa de vida espiritual.

Quem chora e sofre a perda de alguém não prejudica imediatamente aquele que partiu, todavia quando a dor é envolvida em revolta e mágoa, em não aceitação daquilo que já se concretizou, os lamentos acaba por imprimir nesses seres lembranças dolorosas. 

Chico Xavier dizia que a saudade é uma dor que fere nos dois mundos. Obviamente, nossos entes que partiram sentem a nossa falta, lembram daquilo de bom que foi vivido. Mas essa falta, aos poucos, vai sendo substituída por serviços assistenciais aos que ficaram. Por isso, é bastante comum que eles tornem guiais de seus amores que permanecem na matéria. 

Desta forma, nas goras difíceis em que a saudade bate mais forte, eleve o seu pensamento a Deus e faça uma prece por aqueles que seguem do outro lado da vida. 

Certamente eles ouvirão seus chamados e lhes ajudarão em suas necessidades, desde que consigam ter acesso às densas camadas que luto proporciona. 

A vida não termina no túmulo, por a Alma é imortal, destinada à felicidade e à perfeição relativa, dentro do absoluto que é Deus. 

O corpo físico morre, porém a alma apenas muda de plano e segue sua evolução até que possa reencarnar novamente, neste planeta ou em outro mais evoluídos, quando o merecer a atingir esse progresso espiritual. 

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