O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira (3) que não recebeu convite para compor como vice a eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. As declarações foram dadas durante um evento da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, em Brasília.
Questionado por jornalistas sobre a possibilidade, após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, classificá-lo como um “excelente vice” em entrevista recente, Zema disse que se sente honrado com a citação, mas negou qualquer convite formal. Segundo ele, a menção representa reconhecimento, mas não altera seus planos políticos.
O governador reafirmou que pretende manter sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Zema destacou seu perfil como alguém “fora do sistema”, com longa trajetória no setor privado, e defendeu a necessidade de novas ideias na política brasileira.
Zema também declarou que, em um eventual segundo turno das eleições, apoiará qualquer candidato que enfrente o PT. Segundo ele, o apoio poderá ser direcionado a si próprio, a Flávio Bolsonaro ou a outro nome escolhido por partidos aliados. O governador afirmou que adotará postura semelhante à de 2022, quando apoiou Jair Bolsonaro em Minas Gerais.
Na semana passada, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que Jair Bolsonaro avalia positivamente candidaturas contrárias ao PT, por entender que podem fortalecer o projeto eleitoral de Flávio Bolsonaro em um segundo turno. Tarcísio também reiterou que disputará a reeleição em São Paulo e que apoiará Flávio.
Além de Zema, outros nomes seguem sendo mencionados no debate presidencial, todos filiados ao PSD, como os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).



