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Terça, 17 de fevereiro de 2026

CEIF estabelece regras e restrições para uso do FCO em Mato Grosso do Sul

Deliberação define prioridades e vedações para financiamentos em 2026.

04 de fev 2026 - 15h:10 Créditos: Redação com informações do MídiaMax
Crédito: Foto: Divulgação, Famasul

O Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis (CEIF) divulgou nesta quarta-feira (4) as prioridades de Mato Grosso do Sul para aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) no exercício de 2026. A deliberação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e define os setores que terão preferência no acesso ao crédito.

Entre as atividades consideradas prioritárias pelo Estado estão a suinocultura e a avicultura, que lideram a lista. Também foram incluídos como foco dos investimentos os sistemas de irrigação, a pecuária leiteira, a correção e conservação do solo e da água, além de projetos voltados à armazenagem.

Para 2026, Mato Grosso do Sul contará com R$ 3,1 bilhões em recursos do FCO. Apesar do volume expressivo, o CEIF estabeleceu restrições para determinados tipos de investimentos. Não terão prioridade projetos destinados à implantação de usinas de geração de energia elétrica voltadas à comercialização para terceiros.

A deliberação também limita o financiamento para a aquisição isolada de caminhões e seus agregados, salvo quando devidamente justificados pela atividade principal do empreendimento. Além disso, o Conselho fixou uma série de vedações, como a supressão de vegetação nativa e o custeio ou capital de giro associado à compra isolada de placas fotovoltaicas ou usinas de energia.

Outras restrições incluem a aquisição de veículos por locadoras e empresas de transporte, a construção de sede própria para micro e pequenas empresas com menos de dois anos de atividade — salvo exceções previstas — e limites de área para implantação ou renovação de canaviais, florestas e pomares de citricultura financiados com recursos do FCO.

A deliberação CEIF/FCO nº 50 é assinada pelo secretário Jaime Verruck, presidente do Conselho, e estabelece as diretrizes que irão nortear a concessão do crédito ao longo do próximo ano.

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