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Quarta, 04 de março de 2026

Alexandre de Moraes manda 56 tribunais explicarem pagamentos extras a magistrados

Prazo para esclarecimentos sobre penduricalhos vai até sexta-feira.

04 de mar 2026 - 17h:01 Créditos: Redação com informações do MidiaMax
Crédito: Rosinei Coutinho, STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que 56 tribunais do país prestem esclarecimentos sobre pagamentos de verbas e benefícios concedidos a magistrados e servidores por equiparação a integrantes do Ministério Público nos últimos dez anos.

A decisão atinge:

os 6 Tribunais Regionais Federais;

os 24 Tribunais Regionais do Trabalho;

os 27 Tribunais de Justiça.

Os tribunais têm até sexta-feira (6) para encaminhar as informações solicitadas pelo ministro.

Debate sobre benefícios e simetria entre carreiras

A determinação foi feita no âmbito de uma ação que discute se juízes federais têm direito à licença-prêmio — benefício que pode ser convertido em pagamento em dinheiro quando não é utilizado.

O processo trata da chamada simetria entre carreiras, princípio que discute se vantagens concedidas a membros do Ministério Público também devem ser automaticamente estendidas à magistratura.

Com isso, Moraes quer saber quais verbas foram pagas nos últimos dez anos com base nesse tipo de equiparação ou por comparação com outras carreiras públicas.

Investigação sobre supersalários

A medida se soma a iniciativas de outros ministros do STF, como Flávio Dino e Gilmar Mendes, que também passaram a analisar pagamentos considerados supersalários no sistema de Justiça.

Atualmente, o teto constitucional do funcionalismo público corresponde ao salário dos ministros do STF, que chega a cerca de R$ 46,3 mil brutos (aproximadamente R$ 35 mil líquidos).

Apesar disso, em alguns casos, contracheques de magistrados e membros do Ministério Público chegam a valores até cinco vezes superiores ao teto, devido à soma de gratificações e benefícios.

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