As regiões Sul e Sudoeste de Mato Grosso do Sul devem registrar chuvas abaixo da média nos próximos dias, cenário que intensifica a escassez hídrica observada nos últimos dois meses e aumenta o risco de focos de calor no Estado.
As informações constam na análise meteorológica divulgada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul e foram apresentadas durante a 25ª reunião do Centro Integrado de Comando e Controle, realizada na manhã desta quarta-feira (4) no Comando-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.
Governo mantém alerta
A reunião foi coordenada pelo secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, que demonstrou preocupação com as irregularidades no regime de chuvas.
Segundo ele, os dados indicam a necessidade de manter o Estado em alerta para evitar um possível aumento descontrolado dos focos de calor.
Situação do Rio Paraguai
Como reflexo da irregularidade das chuvas, o nível do Rio Paraguai — principal curso d’água da planície pantaneira — está próximo ao registrado em 2024 nas regiões de Ladário e Porto Murtinho.
Já em Cáceres, o nível do rio está acima do observado em 2024 e próximo aos índices registrados no ano passado.
Previsão para março
A tendência meteorológica entre 3 e 19 de março indica redução das chuvas principalmente nas regiões Sul e Sudoeste do Estado. Nas demais áreas de Mato Grosso do Sul, os volumes podem ficar próximos ou ligeiramente acima da média histórica.
A previsão também se estende para o trimestre março, abril e maio, período em que metade do território estadual, principalmente áreas da bacia do Rio Paraná, deve permanecer em alerta para o risco de incêndios florestais.
Influência do clima global
Outro fator que preocupa os especialistas é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, fenômeno que pode provocar mudanças climáticas globais associadas ao El Niño.
A expectativa para os próximos meses é de temperaturas acima do normal e chuvas abaixo da média histórica em Mato Grosso do Sul, combinação que favorece o aumento do risco de incêndios florestais.



