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Sexta, 06 de março de 2026

Professor é investigado por suspeita de assédio a alunas em escola de Campo Grande

Estudantes relataram mensagens e atitudes consideradas constrangedoras.

04 de mar 2026 - 11h:27 Créditos: Redação com informações do JD1
Crédito: Paulo Sérgio

Um professor efetivo da rede estadual de ensino em Campo Grande passou a ser investigado após denúncias de comportamentos considerados inadequados envolvendo alunas de uma escola da Capital. As situações ocorreram em 2025 e devem ser apuradas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente e pelo Conselho Tutelar.

Segundo informações apuradas pela imprensa, estudantes procuraram a direção da escola em novembro do ano passado relatando episódios envolvendo linguagem imprópria e atitudes que teriam causado constrangimento dentro do ambiente escolar.

Relatos de comportamento inadequado

De acordo com os relatos registrados pela direção da escola, o professor utilizaria palavrões durante explicações em sala de aula e, em alguns momentos, teria direcionado expressões ofensivas a estudantes.

Uma das alunas afirmou ter trocado mensagens com o professor por meio de aplicativo de mensagens. Nas conversas, ele teria mencionado participação em uma organização social e solicitado doações de roupas, sapatos e outros itens. Em determinado momento, também teria perguntado se poderia ir até a casa da estudante, o que foi recusado por ela.

Ainda segundo o relato da adolescente, em uma ocasião em que se aproximou da mesa dos professores para tirar uma dúvida, o docente teria pedido que ela não ficasse muito próxima, afirmando que poderia “ficar nervoso”.

Ofertas de pontos e investigação

Outro ponto citado nas denúncias envolve supostas ofertas de pontos nas avaliações. Conforme os relatos, o professor teria dito que poderia conceder pontuação extra, mas que, caso a aluna não atingisse determinada nota, ela poderia “pagar de outro jeito”, frase interpretada como inadequada pelas estudantes.

Diante das denúncias, a direção da escola registrou os fatos em atas internas e encaminhou o caso para a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul.

Como medida administrativa inicial, a secretaria determinou o remanejamento do professor em 2026, com o objetivo de garantir a proteção das estudantes enquanto as apurações seguem em andamento.

Medidas e apuração

Além do remanejamento, o professor foi formalmente notificado para manter conduta compatível com a função pública, devendo cumprir as normas previstas na legislação que rege os deveres dos servidores.

A notificação também estabelece que o docente deve evitar qualquer tipo de intimidação, ameaça ou linguagem constrangedora em sala de aula.

O caso agora será analisado pelos órgãos de proteção à criança e ao adolescente, responsáveis por avaliar os relatos e definir eventuais medidas legais e administrativas.

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