Crédito: Paulo Sérgio Um professor efetivo da rede estadual de ensino em Campo Grande passou a ser investigado após denúncias de comportamentos considerados inadequados envolvendo alunas de uma escola da Capital. As situações ocorreram em 2025 e devem ser apuradas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente e pelo Conselho Tutelar.
Segundo informações apuradas pela imprensa, estudantes procuraram a direção da escola em novembro do ano passado relatando episódios envolvendo linguagem imprópria e atitudes que teriam causado constrangimento dentro do ambiente escolar.
Relatos de comportamento inadequado
De acordo com os relatos registrados pela direção da escola, o professor utilizaria palavrões durante explicações em sala de aula e, em alguns momentos, teria direcionado expressões ofensivas a estudantes.
Uma das alunas afirmou ter trocado mensagens com o professor por meio de aplicativo de mensagens. Nas conversas, ele teria mencionado participação em uma organização social e solicitado doações de roupas, sapatos e outros itens. Em determinado momento, também teria perguntado se poderia ir até a casa da estudante, o que foi recusado por ela.
Ainda segundo o relato da adolescente, em uma ocasião em que se aproximou da mesa dos professores para tirar uma dúvida, o docente teria pedido que ela não ficasse muito próxima, afirmando que poderia “ficar nervoso”.
Ofertas de pontos e investigação
Outro ponto citado nas denúncias envolve supostas ofertas de pontos nas avaliações. Conforme os relatos, o professor teria dito que poderia conceder pontuação extra, mas que, caso a aluna não atingisse determinada nota, ela poderia “pagar de outro jeito”, frase interpretada como inadequada pelas estudantes.
Diante das denúncias, a direção da escola registrou os fatos em atas internas e encaminhou o caso para a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul.
Como medida administrativa inicial, a secretaria determinou o remanejamento do professor em 2026, com o objetivo de garantir a proteção das estudantes enquanto as apurações seguem em andamento.
Medidas e apuração
Além do remanejamento, o professor foi formalmente notificado para manter conduta compatível com a função pública, devendo cumprir as normas previstas na legislação que rege os deveres dos servidores.
A notificação também estabelece que o docente deve evitar qualquer tipo de intimidação, ameaça ou linguagem constrangedora em sala de aula.
O caso agora será analisado pelos órgãos de proteção à criança e ao adolescente, responsáveis por avaliar os relatos e definir eventuais medidas legais e administrativas.



