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Sábado, 04 de abril de 2026

Epidemia de chikungunya pressiona sistema de saúde em Dourados

Casos seguem em alta, com mortes confirmadas e hospitais sobrecarregados.

04 de abr 2026 - 12h:36 Créditos: Redação, com informação folha de Dourados
Crédito: Getty Imagens

O município de Dourados enfrenta uma situação crítica na saúde pública com o avanço da chikungunya. Dados atualizados neste sábado (4) apontam para 3.596 notificações da doença desde o início do ano, evidenciando a rápida disseminação do vírus.

Do total de registros, 2.678 casos são considerados prováveis. Entre eles, 1.314 foram confirmados, 459 descartados e 1.823 seguem em investigação. A taxa de positividade chegou a 74,1%, índice elevado que indica forte circulação viral no município.

De acordo com o levantamento epidemiológico, a curva de casos ainda apresenta tendência de crescimento. Embora haja uma aparente redução após a 12ª semana epidemiológica, especialistas alertam que isso pode estar relacionado à defasagem na atualização dos dados, comum em períodos de sobrecarga nos serviços de saúde.

A pressão sobre a rede de atendimento também aumentou significativamente. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a média diária de pacientes subiu de aproximadamente 302 para 448 após o dia 23 de março.

Atualmente, 32 pessoas estão internadas com suspeita ou confirmação da doença em hospitais da cidade, com maior concentração de casos no Hospital Universitário da UFGD e no Hospital Porta da Esperança.

O número de mortes também preocupa as autoridades. Até o momento, cinco óbitos por chikungunya foram confirmados, incluindo idosos e dois bebês. Um sexto caso segue sob investigação.

A disseminação da doença já atinge toda a cidade, mas apresenta maior impacto entre a população indígena. Nas aldeias, foram registrados 1.933 casos notificados, com 914 confirmações e 218 atendimentos hospitalares.

Diante do cenário, autoridades de saúde alertam que a taxa de positividade — muito acima do limite de 5% recomendado por organismos internacionais — indica que a transmissão está fora de controle. A taxa de ataque atual é de 10,14 casos por mil habitantes, reforçando o avanço da epidemia.

O município segue monitorando a situação e reforça a necessidade de medidas preventivas, como a eliminação de criadouros do mosquito transmissor e a busca por atendimento médico ao surgimento de sintomas.

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