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Quarta, 07 de janeiro de 2026

Maduro e esposa podem ser condenados à prisão perpétua

Ação contra Maduro e aliados envolve acusações de narcoterrorismo e corrupção

05 de jan 2026 - 11h:33 Créditos: Redação, com informações do Dourados Informa
Crédito: Reprodução

O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, preso desde sábado (3) no Metropolitan Detention Center (MDC) no Brooklyn, Nova York, será apresentado hoje (5) às 14h (horário de Brasília) ao Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan. Ele será formalmente notificado sobre as acusações contra ele, que podem resultar em penas que variam de 10 anos a prisão perpétua.

De acordo com a acusação apresentada pelo promotor Jay Clayton, Maduro é acusado de quatro crimes: conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos em atividades de tráfico, e conspiração para posse dessas armas. A denúncia abrange crimes cometidos desde 1999 até 2025, com a alegação de que Maduro esteve à frente de um governo corrupto, utilizando o poder para proteger e promover atividades ilegais, incluindo o tráfico de drogas.

Além de Maduro, a acusação envolve a esposa de Maduro, Cilia Flores, o filho do ex-presidente, Nicolás Ernesto Maduro Guerra (Nicolasito), o ministro Diosdado Cabello Rondón e o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín. O traficante Hector Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero", também é citado, sendo associado ao cartel Tren de Aragua. Segundo a denúncia, esses líderes venezuelanos, durante mais de 25 anos, corromperam instituições e abusaram de sua posição para importar grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos.

Embora o promotor tenha solicitado a condenação de Maduro, Cabello Rondón e Rodríguez Chacín nas quatro acusações, Cilia Flores, Nicolásito e Niño Guerrero são citados apenas nas três últimas acusações. Caso condenados, todos enfrentam uma pena mínima de 10 anos, com a possibilidade de penas mais longas.

O advogado Marc Weller, especialista em direito internacional, argumenta que Maduro e Flores não terão benefícios jurídicos por terem sido retirados da Venezuela sem a devida autorização do direito internacional, citando o precedente de 1989, quando os Estados Unidos levaram o general Manuel Noriega a julgamento, mesmo sem o amparo jurídico.

Durante sua detenção, Maduro e Flores receberam apoio de manifestantes em frente ao centro de detenção, com faixas e cartazes contra a presença dos Estados Unidos na América Latina. O julgamento de Maduro e Flores deve durar ao menos um ano, e mesmo sem sua presença, os outros acusados poderão ser julgados e condenados. 

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