Crédito: Luciana Nassar/ALEMS Diante das recorrentes falhas no fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) defendeu a criação de uma comissão permanente na Assembleia Legislativa para monitorar a qualidade e a regularidade do serviço prestado pela concessionária Energisa no Estado.
A proposta surge após uma série de reclamações encaminhadas ao parlamentar por produtores rurais, empresários e moradores de diferentes municípios, que relatam longos períodos sem energia elétrica. As interrupções têm provocado prejuízos significativos a setores estratégicos, como aviários, assentamentos rurais, comércios e atividades ligadas ao turismo e à produção agroindustrial.
De acordo com Paulo Corrêa, a instabilidade no fornecimento compromete diretamente a economia e a rotina da população. “A falta de energia impacta a produção, o funcionamento do comércio, o turismo e o dia a dia das famílias, gerando perdas expressivas para quem produz e investe no Estado”, afirmou.
O deputado, que ocupa o cargo de 1º secretário da Assembleia Legislativa, destacou ainda que 2026 será um ano decisivo para o setor, uma vez que está prevista a renovação da concessão do serviço de distribuição de energia elétrica pelo Ministério de Minas e Energia. Para ele, esse cenário exige maior atenção do Poder Legislativo quanto à eficiência e à qualidade do serviço ofertado à população.
Embora reconheça a relação institucional com a concessionária, Corrêa ressaltou que o fornecimento contínuo e seguro de energia é um direito do consumidor. “Nosso papel é defender os interesses da população sul-mato-grossense e dos setores que geram emprego e renda, que hoje são diretamente afetados pelas falhas na prestação do serviço”, pontuou.
O parlamentar também destacou que Mato Grosso do Sul atravessa um período de crescimento econômico e precisa de uma infraestrutura energética compatível com esse avanço, garantindo segurança jurídica, competitividade e condições adequadas para o desenvolvimento de novas atividades produtivas.
As queixas, segundo o deputado, não se restringem a casos isolados e têm sido apresentadas por diversos municípios, além de entidades representativas dos setores produtivos, como a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), sindicatos rurais e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).
Ao concluir, Paulo Corrêa reforçou que o tema é estratégico para o futuro do Estado e que a comissão proposta terá o papel de acompanhar de perto a situação, buscando soluções efetivas para garantir um serviço de energia elétrica confiável e de qualidade.



