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Domingo, 10 de maio de 2026

Enquanto vítimas se escondem, suspeito de violência contra mulher segue em liberdade e participa de campanhas

Julgamento do caso está marcado para o dia 6 de maio, em Nova Alvorada do Sul.

05 de mai 2026 - 08h:36 Créditos: Redação com informações do Top Mídia News
Crédito: Reprodução Top Mídia News

Sônia Barcelá, que denunciou no ano passado episódios de violência e uma tentativa de feminicídio que teria sofrido por parte do ex-companheiro, em Nova Alvorada do Sul, aguarda o julgamento do caso, marcado para o dia 6 de maio. Em entrevista concedida ao Jornal TopMídiaNews, ela relatou indignação ao ver o suspeito participando de campanhas públicas durante o mês de março, período dedicado à valorização das mulheres.

Segundo a denunciante, enquanto o homem aparece em ações institucionais, ela e outras possíveis vítimas vivem em situação de anonimato, fora do município, sob medidas protetivas e em constante estado de alerta por medo.

“Por que os papéis estão invertidos?”, questiona. Ela afirma que, enquanto o acusado mantém uma imagem pública ativa, mulheres ligadas ao caso permanecem escondidas para garantir a própria segurança.

Entre os relatos, Sônia menciona que uma jovem de 20 anos estaria em outro estado sob medida protetiva, além de outras mulheres que também vivem em anonimato, incluindo uma mãe e uma criança de 12 anos.

A vítima afirma que decidiu tornar o caso público por acreditar que o silêncio favorece o agressor. “Eu me expus porque o sigilo não me protege, e sim o agressor”, afirmou ao Jornal TopMídiaNews.

Ela também relata episódios de agressões físicas e psicológicas dentro do ambiente doméstico, destacando que o comportamento do suspeito seria diferente em público. “Em casa era agressão. Ele é essa pessoa na frente das pessoas”, disse.

Em um dos episódios citados, a mulher contou que precisou buscar atendimento médico após um fato envolvendo a morte de um animal de estimação, o que agravou seu estado emocional.

Sônia também afirma utilizar dispositivo com botão do pânico e questiona a atuação de órgãos públicos, como a Prefeitura, a Assistência Social e a Coordenadoria da Mulher, cobrando maior visibilidade e apoio às vítimas.

O caso ganhou repercussão em junho do ano passado, quando ela denunciou ameaças e episódios de violência psicológica, afirmando que buscou ajuda institucional antes do agravamento da situação. Segundo o relato, as agressões evoluíram até uma tentativa de feminicídio, o que resultou na abertura de ação penal.

Ainda conforme a denunciante, a boa imagem pública do suspeito teria dificultado o reconhecimento da gravidade dos fatos por parte de terceiros.

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