Crédito: Reprodução/Rede Social X O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um novo desafio logo no início de 2026. Dois de seus ministros têm pressa em deixar os cargos, colocando pressão sobre a administração federal e o planejamento do governo.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, é o mais apressado e já havia informado ao presidente no final de 2025 sua intenção de deixar o cargo em janeiro de 2026, preferencialmente até o fim da primeira semana do mês. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, também deseja deixar o governo, mas com um prazo mais flexível, optando por fevereiro como limite para a sua saída.
Embora Lewandowski tenha manifestado um desejo claro de se desligar rapidamente, membros do Ministério da Justiça defendem que ele permaneça até que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública seja aprovada pelo Congresso Nacional, dado o caráter estratégico da questão para o governo.
Já Haddad, que tem demonstrado interesse em atuar como coordenador da campanha de reeleição de Lula, também tem o desejo de permanecer até fevereiro. No entanto, o PT está avaliando a possibilidade de Haddad ser direcionado a São Paulo, com o objetivo de disputar o governo estadual ou uma vaga no Senado. A mudança de Haddad abriria espaço para o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, assumir a pasta.
Mudanças e sinais para o mercado
A saída de Marcos Barbosa Pinto, que comandava a Secretaria de Reformas Econômicas, já havia sido sinalizada em dezembro de 2025 e foi interpretada pelo mercado financeiro como um indicativo de que a agenda de reformas do governo Lula poderia estar chegando ao fim.
Enquanto isso, no Ministério da Justiça, membros do PT defendem que a mudança de titularidade seja uma oportunidade para uma reorganização mais ampla. Alguns no partido sugerem que o governo divida a pasta da Justiça em dois ministérios distintos: um para a Justiça e outro para a Segurança Pública. Esta mudança estratégica visa melhorar a imagem do governo em relação à segurança, uma área frequentemente criticada pela gestão petista.
O governo de Lula já começou 2026 com importantes movimentações que podem moldar a dinâmica política e administrativa nos próximos meses, especialmente com o foco na preparação para a reeleição do presidente.



