Crédito: Fala Povo/Midiamax Anderson Barros da Silva, de 45 anos, segue internado na Santa Casa de Campo Grande há mais de 20 dias, aguardando uma cirurgia para tratar as fraturas expostas que sofreu em um acidente no dia 16 de dezembro. O quadro de saúde de Anderson é grave, com fraturas em um dos braços e na clavícula, mas, apesar da decisão judicial que determina sua transferência para uma unidade hospitalar especializada, ele continua aguardando atendimento.
Em uma ação movida pela família, a Defensoria Pública obteve uma sentença do juiz plantonista Eduardo Lacerda Trevisan, que determinou que o Município de Campo Grande e o Estado de Mato Grosso do Sul providenciassem a transferência de Anderson em até cinco dias, a partir de 28 de dezembro. Contudo, o prazo foi descumprido, e a transferência não ocorreu, gerando a imposição de uma multa de R$ 200 por dia de descumprimento.
Silvana Barros da Silva, irmã de Anderson, relatou com tristeza as dificuldades enfrentadas pela família. “Ele já foi colocado em jejum várias vezes para a cirurgia, mas nada aconteceu. Além disso, não tem tido a visita médica necessária e muitas vezes fica sem medicação para a dor”, lamenta. Ela destaca também o quadro de saúde do irmão, que inclui pressão alta, dor constante, dificuldade de movimentação dos braços e inchaço nas mãos, complicando ainda mais a recuperação. "A situação está se arrastando e ninguém dá uma explicação", afirmou Silvana.
A família, sem condições financeiras de arcar com custos de traslado e tratamento particular, teme que a demora possa agravar o quadro de saúde de Anderson. “Ele está com a fratura sem saber se está infeccionada ou se pode estar necrosando, já que foi feito apenas um exame quando ele chegou no hospital e nada mais foi feito”, disse a irmã.
A situação, que já dura mais de 20 dias, está afetando a saúde de Anderson, além de causar grande sofrimento à família, que pede apenas a realização da cirurgia, um direito básico à saúde. “É desumano o que estão fazendo com as pessoas. Ele só quer ser operado e poder ir para casa”, desabafou Silvana.
Resposta da Prefeitura
A Prefeitura de Campo Grande se pronunciou por meio de uma nota, informando que, devido à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), não pode fornecer informações individualizadas sobre pacientes. A Secretaria Municipal de Saúde também recomendou que o paciente ou seu representante se dirigisse a uma unidade de referência para acompanhar o andamento da demanda ou acessasse os canais oficiais de relacionamento com o público:
Ouvidoria SUS: 0800 314 9955 / (67) 3314-9955
Portal da Ouvidoria: https://ouvidor.saude.gov.br
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