A prisão de um traficante paraguaio, de 32 anos, em Mato Grosso do Sul, levou as autoridades a descobrirem um grupo de WhatsApp utilizado por brasileiros e paraguaios para articular crimes, incluindo o transporte de drogas. O caso veio à tona após a apreensão de 130 quilos de cocaína pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na quarta-feira (4), em Bataguassu, município localizado a 295 quilômetros de Campo Grande.
O suspeito foi detido na MS-395, em uma área rural da cidade. Durante a audiência de custódia realizada na quinta-feira (5), ele revelou que havia sido recrutado por uma rede de tráfico por meio de um grupo no aplicativo de mensagens, formado por integrantes dos dois países.
Segundo o relato, o homem transportaria a droga até o estado de São Paulo e receberia R$ 10 mil pelo serviço. Ele também afirmou que mantinha contato, em espanhol, com uma pessoa responsável por avisar sobre a presença de policiais ao longo do trajeto, função conhecida no meio criminoso como “batedor”.
Diante das informações, a Justiça autorizou a quebra do sigilo telefônico, o que permitiu o acesso às conversas e à confirmação da atuação do grupo criminoso.
Ainda conforme o auto de prisão, o suspeito foi abordado enquanto dirigia uma BMW/X6, acompanhado da namorada. Durante a fiscalização no quilômetro 71 da rodovia, o casal demonstrou nervosismo e apresentou versões contraditórias sobre o itinerário da viagem.
Na vistoria do veículo, os policiais localizaram um compartimento oculto no assoalho, onde estavam escondidos 130 quilos de pasta base de cocaína e 1,1 quilo de cloridrato de cocaína. O paraguaio afirmou que recebeu o carro já preparado em Campo Grande e que a entrega ocorreria em Presidente Prudente, no interior paulista.
O casal foi preso em flagrante e, após audiência de custódia, teve a prisão preventiva decretada.



