Crédito: Álvaro Rezende O Governo de Mato Grosso do Sul reprovou a empresa paulista Prohards na prova de conceito da licitação que definirá a empresa responsável por administrar a Lotesul. Com isso, o processo seguirá para uma terceira rodada de propostas, marcada para o dia 11 de março, às 14h.
A informação foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (6).
A Prohards havia apresentado proposta de repasse de 36% do faturamento ao Estado, mas foi desclassificada após avaliação técnica.
Segunda empresa reprovada
Esta é a segunda empresa eliminada do processo licitatório. A primeira foi a Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda, que havia apresentado a maior proposta até então, com repasse de 43,3% do faturamento ao governo.
Apesar do percentual mais alto, a empresa também foi reprovada na prova de conceito, etapa em que as concorrentes precisam demonstrar a capacidade técnica para operar a plataforma de jogos.
Com a desclassificação das duas primeiras colocadas, a licitação avançará para a terceira empresa com melhor proposta, que será convocada para apresentar a prova de conceito.
Expectativa de faturamento
Segundo estimativas do governo estadual, a empresa vencedora da concessão poderá ter faturamento mínimo de R$ 51,4 milhões por ano.
Como o contrato de operação pode chegar a 35 anos, o faturamento total estimado pode alcançar aproximadamente R$ 1,8 bilhão ao longo do período.
Histórico de questionamentos
O processo de licitação da Lotesul já enfrentou questionamentos anteriormente.
Em março do ano passado, três empresas disputavam o certame e a maior proposta era de 21,57% de repasse ao Estado. No entanto, o processo foi suspenso após o empresário Jamil Name Filho questionar o procedimento e denunciar possível direcionamento da licitação.
Na época, a empresa Criativa Technology, comandada por Sérgio Donizete Baltazar, também apontou irregularidades no processo.
Meses depois, a Operação Sucessione indicou suspeitas de que um grupo ligado à família Razuk pretendia assumir o controle da Lotesul, com expectativa de faturamento superior a R$ 51 milhões por ano.
Entre os investigados no caso aparecem o deputado estadual Neno Razuk, o ex-deputado Roberto Razuk e outros integrantes da família.
As investigações apontam que o grupo teria planos de expandir atividades relacionadas ao jogo do bicho para outros estados, incluindo Goiás.



