Crédito: Gabriel do Carmo O companheiro da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi preso na tarde desta segunda-feira (6), após a morte da militar em sua residência, no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. O caso é investigado como feminicídio, sendo considerado o primeiro registrado em 2026 na Capital.
De acordo com a polícia, o homem, de 50 anos, apresentou versões divergentes sobre o ocorrido. Inicialmente, ele afirmou que a vítima teria tentado tirar a própria vida, mas a hipótese não é a principal linha de investigação. Para os investigadores, há indícios de feminicídio.
Durante a condução do suspeito até a viatura, vizinhos reagiram com gritos, chamando-o de “assassino”, “vagabundo” e “desgraçado”. Ele foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Testemunhas relataram que o casal mantinha um relacionamento há cerca de um ano e seis meses e era visto em constantes discussões. Segundo informações, o homem teria buscado Marlene no quartel na hora do almoço, e os dois já estariam discutindo no trajeto até a residência, pouco antes do ocorrido.
A vítima foi encontrada dentro de casa, fardada, com um ferimento causado por disparo de arma de fogo na região do pescoço. No local, havia uma arma no coldre e outra ao lado do corpo.
Vizinhos informaram ter ouvido o barulho de um disparo, o que motivou o acionamento da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Equipes da Polícia Científica e da Polícia Civil também estiveram no local para os trabalhos de perícia.
Ainda segundo relatos, um vizinho afirmou ter visto o suspeito com a arma na mão em determinado momento. A polícia também aponta que ele teria mudado sua versão diversas vezes ao longo da ocorrência.
O homem possui passagens por crimes como roubo, homicídio e violência doméstica.
O caso segue sob investigação.



