O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, voltou a afirmar que é favorável a exigência do passaporte de vacina em Mato Grosso do Sul.
No entanto, conforme o secretário, a decisão não cabe a ele, mas ao comitê gestor do Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir), que já se manifestou anteriormente contrário ao passaporte.
Segundo Resende, o Estado passa por um novo pico de Covid-19, com recordes de casos confirmados, aumento de mortes e internações.
A expectativa, porém, é que a situação melhore em um futuro próximo.
“Eu acredito que nós estamos passando por esse momento do auge dessa nova onda de Covid, mas há apontamentos, e a gente espera que aconteça, que haverá um declínio nos próximos dias”, disse.
Resende acrescentou que é preciso acionar o Prosseguir para que se tenha uma definição quanto a adoção do passaporte da vacina no Estado.
“De minha parte parte sempre me manifestei favorável [ao passaporte], sou favorável há muitos meses”, afirmou.
Ele também declarou apoio a decisão das Universidades Federal da Grande Dourados (UFGD) e Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), que irão exigir comprovante de vacinação para matrícula dos alunos.
“Acho que é uma boa postura das universidades, apoio integralmente”, concluiu.
Azambuja
O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), também disse que a decisão sobre a adoção de um passaporte da vacina cabe ao Prosseguir, presidido pelo secretário Eduardo Riedel.
"Acho que a nova variante, a Ômicron, é muito mais contaminante e tem um grau de letalidade principalmente aos não vacinados e aqueles que não terminaram efetivamente a dose de reforço", explicou.
"Acredito que quem norteia as ações de saúde é o presidente do Prosseguir, Eduardo Riedel, que vai dizer se sim ou não [ao passaporte]", acrescentou o governador.
Azambuja disse ainda que a tendência é de estabilização de casos.
"Eu acredito que nós teremos essa onda crescente e depois deve chegar numa estabilidade, que é o que está acontecendo no mundo todo".
Ele finalizou dizendo que o momento é de precaução e que o foco não é o passaporte, mas a vacinação.
"Se vacinar, nós não teremos problema e com certeza a gente passa essa onda", concluiu Azambuja.