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Quinta, 09 de abril de 2026

Caso Marlene: companheiro acionou polícia e advogado para sustentar versão de suicídio

Ligações e versões divergentes levantaram suspeitas, e caso passou a ser investigado como feminicídio.

07 de abr 2026 - 15h:09 Créditos: Redação com informações do Top Mídia News
Crédito: Redes sociais/Gabriel do Carmo

A investigação sobre a morte da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, em Campo Grande, aponta que o companheiro da vítima realizou uma série de ligações logo após o ocorrido, na tentativa de sustentar a versão de suicídio.

De acordo com o registro policial, o homem acionou o 190, entrou em contato com um familiar e também com um advogado, a quem afirmou possuir provas de que Marlene vinha manifestando intenção de tirar a própria vida. Ele chegou a apresentar aos policiais o histórico de chamadas realizadas após o fato.

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, após uma ligação informar que a subtenente teria atirado contra si dentro da residência do casal, localizada na Rua do Lince. Equipes da Força Tática do 9º BPM foram enviadas ao local e encontraram a vítima já sem sinais vitais.

Durante a abordagem, o suspeito relatou que tentou acionar o serviço de emergência, mas não conseguiu atendimento imediato. Em seguida, afirmou ter procurado ajuda com um cunhado e, posteriormente, acionado um advogado para reforçar sua versão.

Apesar disso, elementos colhidos no local e relatos de testemunhas levantaram dúvidas sobre a narrativa apresentada. Um vizinho, que é policial militar, afirmou ter encontrado o homem com as mãos ensanguentadas e segurando uma arma dentro da residência, além de relatar que a vítima ainda apresentava sinais vitais naquele momento.

Outras testemunhas também relataram que o casal tinha histórico de discussões frequentes e que, em algumas ocasiões, a subtenente chegou a pedir socorro.

Além disso, o suspeito apresentou versões diferentes sobre o momento do disparo. Em um primeiro relato, afirmou não ter presenciado o tiro. Posteriormente, disse que tentou impedir a ação e que sua mão estaria sobre a da vítima no instante do disparo.

Diante das contradições, dos indícios encontrados e da inconsistência da versão inicial, a polícia passou a tratar o caso como feminicídio. O homem foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde o caso segue sob investigação.

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