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Quinta, 09 de abril de 2026

Polícia Federal cumpre mandados em clínicas de Campo Grande por venda irregular de medicamentos

Ação nacional cumpre 45 mandados de busca e apreensão e mira uso irregular de substâncias como semaglutida e tirzepatida.

07 de abr 2026 - 10h:20 Créditos: Redação com informações do Política Voz
Crédito: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Emagrecimento Seguro, com foco no combate ao contrabando e à comercialização irregular de canetas emagrecedoras. Em Campo Grande, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em pontos ligados à investigação.

Na capital sul-mato-grossense, as diligências ocorreram em um prédio localizado na Avenida Afonso Pena, onde funcionam clínicas e escritórios, além de um endereço na Rua Professor Luiz Alexandre de Oliveira. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre materiais apreendidos ou eventuais prisões.

A operação é um desdobramento de investigações iniciadas anteriormente — a primeira fase ocorreu em fevereiro deste ano — e tem como alvo a venda ilegal de medicamentos originalmente indicados para o tratamento de diabetes, mas que vêm sendo utilizados de forma indiscriminada para emagrecimento.

No âmbito nacional, a ação mobiliza equipes em 12 estados: Acre, Espírito Santo, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina. Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de 24 ações de fiscalização.

As investigações se concentram em produtos que contêm substâncias como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizadas no tratamento de diabetes e obesidade, mas que passaram a ser procuradas para fins estéticos. Também estão sob análise compostos como a retatrutida, que ainda não possui autorização para comercialização no Brasil.

Durante a operação, a Polícia Federal também fiscaliza estabelecimentos suspeitos de atuar fora das normas sanitárias, como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas envolvidas na produção, fracionamento ou venda de medicamentos sem registro ou com origem desconhecida.

A ação busca coibir riscos à saúde pública, uma vez que o uso indiscriminado dessas substâncias, especialmente sem acompanhamento médico e fora dos padrões regulatórios, pode causar efeitos adversos e complicações.

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