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Sábado, 19 de junho de 2021

A União Europeia fecha acordo para comprar 1,8 bilhão de doses de vacina contra a covid-19

O imunizante é da Pfizer

08 de Mai 2021 - 19h:56 Créditos: Roberta Ferreira
Crédito: Divulgação

A União Europeia fechou acordo com os laboratórios Pfizer e BioNTech para a compra de 1,8 bilhão de doses adicionais da vacina contra a covid-19, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

"Tenho o prazer de anunciar que a Comissão acaba de aprovar um contrato garantindo 900 milhões de doses (com opção de mais 900 milhões) com Pfizer/BioNTech para os anos 2021-2023", tuitou Von der Leyen, durante uma cúpula europeia em Portugal.

Este é o terceiro contrato do bloco com as duas empresas, que já se comprometeram a fornecer este ano 600 milhões de vacinas de duas doses em dois contratos anteriores.  

A UE pretende vacinar pelo menos 70% de sua população adulta até o final de julho.

A população dos 27 países da UE é de 445 milhões de habitantes, ou seja, o novo contrato, caso levado a cabo na sua totalidade, equivale a mais de 4 doses por pessoa nos próximos 2 anos.  

De acordo com o site Our World In Data, ligado à Universidade de Oxford, até o momento foram aplicadas 168,7 milhões de doses de vacina contra Covid na região.

O novo acordo tem um valor de até US$ 43 bilhões, informou a agência alemã DPA. A Comissão não revela oficialmente quanto paga por dose a seus vários fornecedores de vacina.

O primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borisov, disse no início deste mês que o custo de cada injeção no novo acordo seria de US$ 23,72, portanto, mais alto do que em contratos anteriores.

São necessárias duas doses para cada vacinação. Trata-se de um aumento considerável em relação ao preço pago pelos europeus pela vacina de Oxford/AstraZeneca, que teria um preço inferior a US$ 2,43 por dose.

A Comissão Europeia tem atualmente uma carteira de 2,6 bilhões de doses de meia dúzia de empresas.  

“Outros contratos e outras tecnologias de vacinas virão”, disse von der Leyen em uma mensagem no Twitter.

O anúncio deste sábado reforça a confiança que a UE tem demonstrado na tecnologia usada para a vacina Pfizer/BioNTech.

O novo contrato prevê que todos os componentes essenciais das vacinas devem ser produzidos na UE.


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