Crédito: Reprodução Redes Sociais Uma mulher de 41 anos foi encontrada sem vida em uma residência em Anastácio na última sexta-feira (6). A vítima foi identificada como Leise Aparecida Cruz. O marido, Edson Campos Delgado, acabou confessando o crime após exames apontarem sinais de morte por asfixia.
Inicialmente, o homem havia afirmado que a esposa teria passado mal após utilizar um medicamento para emagrecimento conhecido como Mounjaro.
Versão inicial apresentada à polícia
De acordo com o registro policial, Edson relatou que havia saído para trabalhar pela manhã e que, durante o almoço, encontrou a esposa passando mal. Segundo ele, teria buscado ajuda e retornado apenas à noite, quando encontrou a casa escura e a mulher já sem sinais vitais.
A vítima chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu.
Exame pericial apontou inconsistências
O corpo de Leise foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para realização de necropsia.
O laudo preliminar indicou sinais compatíveis com morte por asfixia, o que levantou suspeitas e levou as autoridades a confrontarem novamente o marido da vítima.
Após a divulgação do resultado, o homem acabou confessando o crime.
Investigação segue em andamento
Edson Campos Delgado foi preso em flagrante e o caso foi registrado como feminicídio. Ele permanece à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul dá continuidade às investigações.
O inquérito deverá incluir análise de provas periciais, depoimentos de testemunhas e outras diligências para esclarecer completamente as circunstâncias do crime.
Investigação também analisa relato sobre medicamento
Durante o depoimento inicial, o suspeito afirmou que a esposa utilizava medicamentos controlados e que teria adquirido um produto identificado como Mounjaro no Paraguai, que poderia ser falsificado.
As autoridades também deverão verificar a origem e a composição do medicamento, embora o laudo pericial tenha indicado que a causa da morte foi asfixia.
Especialistas reforçam que a compra de medicamentos fora de canais oficiais pode representar riscos à saúde, principalmente quando não há garantia de procedência ou controle sanitário.
Rede de apoio
Autoridades também reforçam que casos de violência doméstica podem ser denunciados em delegacias especializadas ou por meio do telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher.



