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Quarta, 11 de março de 2026

Justiça condena homem a 14 anos de prisão por abuso contra enteada em Campo Grande

Depoimento da vítima e provas reunidas foram decisivos na sentença.

10 de mar 2026 - 16h:48 Créditos: Redação com informações do Dourados Informa
Crédito: Reprodução

A Justiça condenou um homem a 14 anos de prisão em regime fechado por cometer abuso sexual contra a própria enteada, que tinha 13 anos na época dos fatos. A condenação ocorreu após atuação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio da 69ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

Além da pena de reclusão, o réu também foi condenado ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais à vítima.

Crime ocorreu após confraternização familiar

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime aconteceu em 2018, quando a adolescente voltava de uma confraternização familiar junto com a mãe e o padrasto.

Durante o trajeto, a jovem dormia no banco traseiro do carro. Segundo a investigação, o homem se aproveitou de um momento em que a mãe não estava no veículo para praticar atos libidinosos contra a vítima.

Depoimentos foram fundamentais para a condenação

Durante as investigações e também em juízo, a adolescente apresentou relatos firmes, coerentes e detalhados sobre o ocorrido.

Os depoimentos dos pais também reforçaram a denúncia, ao relatarem mudanças significativas no comportamento da vítima após o episódio, como:

sintomas de depressão

episódios de automutilação

necessidade de acompanhamento psicológico

Segundo o Ministério Público, a autoria e a materialidade foram comprovadas por meio de:

depoimento especial da vítima

boletim de ocorrência

declarações dos responsáveis

demais provas reunidas durante a investigação

Justiça reconheceu abuso de confiança

Na sentença, o juiz entendeu que o acusado se aproveitou da relação de autoridade e confiança dentro do ambiente familiar para cometer o crime.

Por esse motivo, a decisão também considerou agravantes na pena, incluindo o fato de o réu ocupar a posição de padrasto da vítima e utilizar essa relação doméstica para praticar o abuso.

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