Uma mulher de 31 anos morreu após ser baleada por uma policial militar durante uma abordagem na Zona Leste de São Paulo e aguardar mais de 30 minutos pelo resgate, apesar de haver bases do Corpo de Bombeiros a poucos minutos do local.
O caso aconteceu na madrugada do dia 3 de abril, na Rua Edimundo Audran, no bairro Cidade Tiradentes. Imagens registradas por câmera corporal de um dos policiais mostram que o disparo ocorreu às 2h59. Cerca de 40 segundos depois, o socorro foi acionado, mas a ambulância chegou apenas às 3h29.
O tempo de resposta ultrapassa a meta estabelecida pela própria Polícia Militar, que prevê atendimento em até 20 minutos em ocorrências de emergência.
Durante esse intervalo, os policiais tentaram prestar os primeiros socorros à vítima, que demonstrava sinais de agravamento do estado de saúde enquanto aguardava atendimento.
Levantamento aponta que havia ao menos duas bases do Corpo de Bombeiros próximas ao local. A mais próxima fica a cerca de seis minutos de distância, enquanto outra unidade poderia chegar em aproximadamente 13 minutos, considerando o baixo fluxo de veículos no horário.
A ocorrência teve início após a viatura policial atingir o braço de um homem que caminhava pela rua ao lado da vítima. Após discussão, a policial efetuou o disparo. A versão apresentada pela agente é de que teria sido agredida durante o confronto.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e também por meio de inquérito policial militar. Os dois policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais, e as imagens das câmeras corporais foram anexadas ao processo.
A Secretaria de Segurança Pública informou que todas as circunstâncias estão sendo analisadas, incluindo o tempo de resposta do resgate, que também é apurado pelo Corpo de Bombeiros.



