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Sábado, 11 de abril de 2026

Secretário de Saúde é vaiado durante audiência sobre terceirização em Campo Grande

Conselho Municipal de Saúde rejeita proposta e aponta riscos no atendimento à população.

10 de abr 2026 - 10h:07 Créditos: Redação com informações do Top Mídia News
Crédito: Reprodução

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, foi vaiado no início de sua fala durante audiência pública realizada nesta sexta-feira (10), na Câmara Municipal de Campo Grande. O encontro teve como foco a proposta da prefeitura de terceirizar a gestão de unidades de urgência e emergência da Capital.

A medida, apresentada pela administração da prefeita Adriane Lopes, prevê a transferência do gerenciamento de estruturas como UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e CRSs (Centros Regionais de Saúde) para organizações sociais.

No entanto, a proposta já havia sido rejeitada pela maioria do Conselho Municipal de Saúde (CMS) em votação realizada no dia 25 de março. Apenas representantes do Poder Executivo se posicionaram favoráveis à mudança.

Em nota, o conselho afirmou que a decisão contrária é baseada em critérios técnicos e alertou que a terceirização não resolve os principais problemas enfrentados pela rede pública. Segundo o colegiado, a medida pode inclusive agravar fragilidades já existentes no sistema.

Entre os principais pontos levantados está a falta de leitos hospitalares, considerada o maior gargalo da saúde pública local. Atualmente, pacientes permanecem por longos períodos em unidades de urgência e emergência, o que compromete o atendimento adequado.

O conselho destacou que a mudança na gestão não cria novos leitos nem resolve, de forma automática, a superlotação e a falta de estrutura. Também foram apontadas falhas de gestão, planejamento e execução como entraves atuais, mesmo com a existência de recursos disponíveis.

Outro ponto de preocupação é a transparência. Com a possível transferência para organizações sociais, as regras de contratação e uso de recursos públicos mudariam, o que, segundo o conselho, pode dificultar a fiscalização e o controle social.

Na avaliação dos conselheiros, a alteração também pode impactar diretamente o atendimento à população, enfraquecendo o vínculo entre profissionais de saúde e pacientes — fator considerado essencial para a qualidade do serviço.

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