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Quarta, 11 de fevereiro de 2026

Profissionais da linha de frente começam a receber vacina brasileira contra dengue

Imunizante tem dose única e eficácia de até 89% contra formas graves.

11 de fev 2026 - 14h:47 Créditos: Redação com informações do JD1
Crédito: Walterson Rosa/MS

Teve início nesta semana a vacinação contra a dengue voltada aos profissionais da atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa do Ministério da Saúde é imunizar cerca de 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente em todo o país. As primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados, e a distribuição do restante está prevista para os próximos dias.

A campanha utiliza a vacina brasileira desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante é de dose única, tetraviral e produzido integralmente no país. De acordo com o ministério, a medida representa um avanço estratégico para a autonomia nacional na produção de vacinas.

Nesta etapa, estão incluídos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, odontólogos, equipes multiprofissionais, agentes comunitários de saúde (ACS), agentes de combate às endemias (ACE), além de trabalhadores administrativos e de apoio das unidades básicas, como recepcionistas, seguranças, profissionais da limpeza, motoristas de ambulância e cozinheiros.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a prioridade é proteger os profissionais que atuam diretamente nas comunidades, visitam residências, identificam focos do mosquito Aedes aegypti e realizam o primeiro atendimento aos pacientes com sintomas da doença.

A ampliação da vacinação para a população de 15 a 59 anos está prevista para o segundo semestre, inicialmente contemplando os mais velhos, conforme a ampliação da capacidade produtiva do Butantan. O ministério já investiu R$ 368 milhões na aquisição de 3,9 milhões de doses.

Desde janeiro, a vacina também está sendo aplicada em três municípios-piloto — Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) — para avaliar o impacto na dinâmica da transmissão da dengue.

Uma parceria entre o Brasil e a China prevê a transferência de tecnologia para a empresa WuXi Vaccines, o que pode ampliar a produção do imunizante em até 30 vezes.

Em estudos clínicos, a vacina apresentou 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos e 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme.

Apesar da queda expressiva nos números da doença em 2025 — com redução de 74% nos casos prováveis (1,7 milhão contra 6,5 milhões em 2024) e diminuição de 72% nos óbitos (1,7 mil frente a 6,3 mil no ano anterior) — o Ministério da Saúde reforça a necessidade de manter as ações de combate ao mosquito em todo o país.

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