O réu Fabiano Garcia Sanches foi condenado a 21 anos de prisão pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver da corretora de imóveis Amalha Cristina Mariano Garcia, de 43 anos. A sentença foi proferida no dia 6 de fevereiro de 2026 pelo juiz Roberto Ferreira Filho.
O crime ocorreu em 21 de maio de 2024, em Campo Grande. Conforme a decisão judicial, a pena foi fixada em 20 anos pelo latrocínio e um ano pela ocultação do corpo, além do pagamento de 20 dias-multa, calculados com base em 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos.
De acordo com a investigação, o acusado atraiu a vítima até sua residência, no Jardim Centenário, sob o pretexto de um encontro. No local, ela foi violentamente agredida com socos, chutes e golpes que resultaram em perda de consciência.
Na sequência, a vítima foi colocada no porta-malas do próprio veículo, um Jeep Renegade, e levada até a região do Porto Seco, no Jardim Los Angeles. Segundo a acusação, ao perceber que ela ainda apresentava sinais vitais, o réu voltou a agredi-la até a morte. O corpo foi deixado em uma área de mata e parcialmente encoberto.
O cadáver foi localizado horas depois por um guarda civil metropolitano que realizava treinamento na região e identificou vestígios de sangue e objetos pessoais espalhados pela via.
O veículo da vítima foi utilizado pelo condenado nos dias seguintes e chegou a ser anunciado para venda por valor abaixo do mercado, fato que levantou suspeitas. Posteriormente, o automóvel foi encontrado abandonado no Núcleo Industrial, na Capital, com impressões digitais do réu.
Durante o processo, Fabiano confessou o crime e afirmou que agiu de forma premeditada para roubar o carro. Para a Justiça, a confissão, somada às provas periciais e testemunhais, foi suficiente para fundamentar a condenação.



