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Quarta, 11 de março de 2026

Operação do MPMS investiga esquema de arremesso de drogas e celulares em presídio de Campo Grande

Ao todo, são cumpridos 35 mandados de prisão e 24 de busca em quatro estados.

11 de mar 2026 - 14h:57 Créditos: Redação com informações do JD1
Crédito: Divulgação MPMS

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a operação “Pombo Sem Asas”, que tem como alvo integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) suspeitos de comandar um esquema de tráfico de drogas e entrada ilegal de celulares no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

A ação é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e investiga uma organização criminosa de atuação nacional que, segundo o Ministério Público, mantinha um sistema estruturado para enviar entorpecentes e aparelhos celulares para dentro da unidade prisional.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava o pagamento de propina para facilitar o arremesso de pacotes com drogas e celulares por cima dos muros do presídio. O esquema contaria com a participação de um servidor responsável pela vigilância externa nas torres da unidade, que recebia vantagens financeiras de detentos e familiares ligados à facção para permitir a entrada do material ilícito.

As apurações apontam ainda que os presos coordenavam toda a logística a partir do interior do presídio, enquanto comparsas em liberdade realizavam os arremessos e davam suporte ao esquema fora da unidade penal.

Segundo o MPMS, o grupo também utilizava contas bancárias próprias e de terceiros para movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas, pagar subornos e financiar as atividades da organização criminosa. Parte da estrutura investigada também estaria ligada ao envio de entorpecentes para outros estados.

Ao todo, estão sendo cumpridos 35 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e em cidades dos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

A operação conta com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, da Inteligência Penitenciária da Agepen e de equipes especializadas da PM, como Batalhão de Choque, Bope e Força Tática, que auxiliam no cumprimento das ordens judiciais e na coleta de provas.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração sobre o funcionamento da rede criminosa.

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