Crédito: Divulgação Uma servidora pública estadual foi presa na manhã desta quarta-feira (11) durante a Operação “Pombo Sem Asas”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado para combater o envio de drogas e celulares ao Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.
A servidora Simone Aparecida de Moraes Pereira foi alvo de mandado de prisão preventiva e também acabou autuada em flagrante, após policiais encontrarem entorpecentes em sua residência na Capital.
Segundo informações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Simone é lotada na Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, onde trabalha como copeira. Ela é casada com um integrante de facção criminosa que está preso na unidade de segurança máxima.
Esquema investigado
De acordo com o MPMS, a operação tem como objetivo desarticular um núcleo de facção criminosa de atuação nacional que operava no tráfico de drogas dentro de unidades prisionais de Campo Grande, com apoio de servidores públicos.
As investigações começaram após o compartilhamento de provas obtidas em uma apuração anterior que resultou na exclusão de um policial militar por corrupção.
Conforme as apurações, o grupo mantinha um esquema estruturado para permitir a entrada de drogas e celulares no presídio, por meio do pagamento de propina.
Um servidor responsável pela vigilância externa nas torres do presídio recebia vantagens financeiras de detentos e familiares ligados à organização criminosa para permitir o arremesso de pacotes contendo entorpecentes e aparelhos celulares por cima dos muros da unidade.
Organização e logística
As investigações também apontaram que detentos coordenavam a logística das ações a partir do interior do presídio, enquanto integrantes da organização criminosa em liberdade executavam os arremessos.
O grupo utilizava ainda contas bancárias próprias e de terceiros para movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas, que eram usados tanto para o pagamento de subornos quanto para manter a comunicação entre presos e comparsas fora da unidade.
Segundo o Ministério Público, a organização também atuava na articulação do envio de entorpecentes para outros estados.
Mandados cumpridos
Ao todo, a operação cumpriu 35 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão em cidades de Mato Grosso do Sul, além dos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.
O nome da operação faz referência ao termo utilizado pelos próprios criminosos para identificar os pacotes com drogas e celulares lançados para dentro do presídio, chamados de “pombos”, que eram arremessados manualmente ou até com o uso de drones.



