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Quarta, 11 de março de 2026

Suspeito de matar segurança durante festa municipal vai a júri popular em Ivinhema

Crime ocorreu durante festa de 60 anos do município em novembro de 2023.

11 de mar 2026 - 16h:37 Créditos: Redação com informações do Top Mídia News
Crédito: Reprodução

O Tribunal do Júri da comarca de Ivinhema realizará nesta quinta-feira (12) o julgamento de José Edilson da Silva Cordeiro, de 46 anos, acusado de matar a tiros o segurança Vitor Hugo Camargo durante um evento comemorativo no município, em novembro de 2023.

O crime aconteceu na madrugada, por volta das 3h20, na Praça de Eventos, localizada na Avenida Ronaldo Padovan Branquinho, na região central da cidade. No local era realizada a festa em comemoração aos 60 anos de Ivinhema.

De acordo com a denúncia, momentos antes do crime houve um desentendimento entre a equipe de segurança do evento e o sobrinho do acusado, identificado como Eugênio dos Santos Silva. Uma das regras da festa previa que os participantes não poderiam circular sem camisa, o que teria motivado a abordagem pelos seguranças.

Durante a situação, José Edilson passou a acompanhar e filmar a abordagem com o celular, demonstrando irritação com a intervenção dos profissionais de segurança. Em meio à confusão, o aparelho teria caído no chão após contato com um dos seguranças, o que agravou ainda mais o clima de tensão.

Segundo as investigações, o acusado teria feito ameaças e, em seguida, deixado o local para buscar uma arma de fogo, retornando pouco tempo depois ao evento.

Já armado, ele teria passado a procurar o segurança que acreditava ter danificado seu telefone. Conforme a denúncia, ao se aproximar da vítima, conversou brevemente com o profissional e voltou a se misturar à multidão.

Minutos depois, o suspeito retornou e efetuou disparos contra o segurança, que tentou correr em direção a um camarote. Mesmo ferido e caído ao chão, Vitor Hugo teria sido atingido por novos tiros. Ao todo, quatro disparos foram realizados, causando a morte da vítima ainda no local. Após o crime, o acusado fugiu.

O Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que os disparos teriam sido realizados de surpresa, inclusive quando o segurança tentava fugir.

Além da acusação de homicídio qualificado, José Edilson também responde pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

O caso será analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

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