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Quinta, 12 de fevereiro de 2026

Arquivos revelam que Jeffrey Epstein tinha CPF ativo no Brasil

Documentos dos EUA indicam que financista cogitou cidadania brasileira e esteve no país nos anos 2000.

12 de fev 2026 - 16h:57 Créditos: Redação com informações do MídiaMax
Crédito: Reprodução Redes Sociais

Documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que o financista Jeffrey Epstein possuía Cadastro de Pessoa Física (CPF) ativo no Brasil e chegou a cogitar a obtenção da cidadania brasileira.

O registro do CPF, emitido em 23 de abril de 2003, aparece como regular no sistema da Receita Federal. O documento consta em um dos arquivos reunidos na chamada “Biblioteca Epstein”, acervo que reúne e-mails, imagens e registros relacionados às investigações sobre os crimes sexuais atribuídos ao bilionário.

Procurada, a Receita Federal informou que dados sobre inscrição no CPF só podem ser fornecidos ao titular, representante legal ou procurador, conforme regras estabelecidas pela Instrução Normativa RFB nº 2.172/2024. No caso de estrangeiros falecidos, qualquer solicitação relacionada ao CPF deve ser feita por inventariante, cônjuge, companheiro, sucessor legal ou beneficiário de pensão, dependendo da existência de bens no Brasil.

Outro documento divulgado mostra uma troca de e-mails entre Epstein e a empresária alemã Nicole Junkermann, na qual ele considera solicitar a cidadania brasileira. Em uma das mensagens, Nicole pergunta o que ele achava da ideia, e Epstein responde que a possibilidade era “interessante”, mas pondera que vistos poderiam se tornar um obstáculo em viagens internacionais.

Depoimentos incluídos no material indicam que Epstein esteve no Brasil nos anos 2000. Segundo relato da contadora Maritza Vásquez ao FBI, ele e o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel teriam contado com o auxílio de uma cafetina brasileira para recrutar prostitutas, algumas menores de idade.

Com apoio financeiro de Epstein, Brunel fundou a agência de modelos MC2, que, de acordo com investigações federais norte-americanas, funcionava como fachada para aliciar jovens estrangeiras. Ainda conforme o depoimento, ao menos quatro brasileiras foram levadas a Nova York em 2006. Duas tinham entre 15 e 17 anos. Os vistos teriam sido custeados por Epstein, e as jovens ficaram hospedadas em imóveis ligados ao financista, sendo sublocadas por Brunel pelo valor de US$ 1 mil.

As informações fazem parte do conjunto de documentos liberados recentemente pelas autoridades norte-americanas sobre o caso.

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