Crédito: Henrique Arakaki Geraldo Resende cobra posicionamento do STF após PF pedir suspeição de Toffoli no caso Banco Master
O deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) classificou como “gravíssima” a revelação da Polícia Federal sobre mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro que citam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. O parlamentar defendeu uma reação rápida da Corte diante do pedido de suspeição apresentado pela PF.
A solicitação foi encaminhada na noite de terça-feira (11) ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, após perícia identificar diálogos e menções diretas ao nome de Toffoli em aparelhos apreendidos durante as investigações envolvendo o Banco Master. Como relator do caso, Toffoli seria o destinatário natural das informações, mas, diante do conteúdo, a PF optou por encaminhar o material à presidência do tribunal.
Segundo Resende, o Congresso Nacional também deve avançar na criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a condução das investigações relacionadas à instituição financeira. “É preciso investigar, doa a quem doer, e trazer tudo à tona”, afirmou.
Transações e questionamentos
O pedido de afastamento amplia questionamentos já existentes sobre a permanência de Toffoli na relatoria. Investigações apontaram que irmãos do ministro negociaram participações milionárias no resort Tayaya, no Paraná, com um fundo administrado pela Reag Investimentos — empresa investigada por conexões com fundos ligados ao Banco Master e suspeitas de irregularidades fiscais no setor de combustíveis.
Documentos da Junta Comercial indicam que as participações societárias dos irmãos somam R$ 6,77 milhões em empresas vinculadas ao empreendimento. Também consta que a empresa Maridt Participações, relacionada ao negócio, teve sede registrada em imóvel residencial em Marília (SP).
Outro ponto que gerou repercussão foi a viagem de Toffoli, em novembro de 2025, no mesmo jatinho que transportava um advogado ligado ao Banco Master para a final da Libertadores, no Peru.
Defesa e próximos passos
Em nota, o gabinete de Dias Toffoli afirmou que o pedido da PF se baseia em “ilações” e argumentou que a corporação não possui legitimidade para solicitar a suspeição, já que não é parte no processo, conforme o Código de Processo Civil. A manifestação formal será encaminhada ao ministro Edson Fachin.
A defesa de Daniel Vorcaro não comentou o caso. Até o momento, a presidência do STF não se pronunciou oficialmente.



