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Quinta, 12 de fevereiro de 2026

Justiça italiana encerra audiência sobre extradição de Carla Zambelli

Corte de Roma deve anunciar decisão nos próximos dias após ouvir defesa e representantes do Brasil.

12 de fev 2026 - 18h:17 Créditos: Redação com informações do JD1
Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

A Corte de Apelação de Roma concluiu, nesta quinta-feira (12), a fase de audiências no processo que analisa o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão deve ser anunciada nos próximos dias, após deliberação dos magistrados italianos.

O julgamento teve início na quarta-feira (11), quando foram ouvidos o Ministério Público italiano e um dos advogados da defesa. A sessão foi suspensa e retomada nesta quinta, com a manifestação de outro defensor da ex-parlamentar e do representante do governo brasileiro.

Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho. Ela deixou o Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime ocorrido em 2023 e que, segundo as investigações, teria sido articulado por ela. A ex-deputada possui cidadania italiana e viajou ao país europeu antes do esgotamento dos recursos contra a sentença.

O pedido de extradição foi formalizado pelo governo brasileiro por determinação do STF. A análise do caso chegou a ser adiada em dezembro e janeiro, sob a justificativa de necessidade de mais tempo para examinar documentos. Na terça-feira (10), a Justiça italiana rejeitou uma solicitação da defesa que pedia a substituição dos juízes responsáveis pelo processo, sob alegação de parcialidade.

Após deixar o Brasil, Zambelli também foi condenada pelo Supremo por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, em episódio ocorrido em outubro de 2022, quando perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo. Em decorrência das decisões judiciais, o mandato parlamentar foi cassado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, por determinação do STF, que entendeu ser incompatível o exercício do cargo com pena em regime inicial fechado.

Ao solicitar a extradição, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos, afirmou que a unidade prisional indicada para o cumprimento das penas no Brasil atende a padrões de segurança, salubridade e assistência, além de oferecer atendimento médico e cursos profissionalizantes.

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