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Domingo, 15 de março de 2026

Campo Grande adota raio-X com Inteligência Artificial para diagnóstico rápido em pacientes com HIV

Equipamento portátil será utilizado no CEDIP e no CTA da capital.

12 de mar 2026 - 17h:55 Créditos: Redação com informações do JD1
Crédito: Divulgação

A rede de saúde de Campo Grande passou a utilizar um equipamento de raio-X com Inteligência Artificial, capaz de fornecer resultado inicial praticamente em tempo real. A tecnologia deve acelerar o diagnóstico de doenças respiratórias, especialmente entre pessoas que vivem com HIV/Aids.

O equipamento integra o Projeto A Hora é Agora, iniciativa voltada à ampliação do cuidado e do diagnóstico relacionado ao HIV. A ferramenta será utilizada principalmente no Centro Especializado em Doenças Infectoparasitárias e no Centro de Testagem e Aconselhamento.

Antes da implantação, profissionais das equipes assistenciais e de gestão participaram de treinamento específico para operar o equipamento, interpretar os resultados gerados pela inteligência artificial e integrar a tecnologia ao fluxo de atendimento.

Tecnologia portátil e diagnóstico rápido

O novo equipamento é ultraportátil, pesa cerca de 3,5 quilos e pode ser montado em diferentes ambientes, além de suportar pacientes com peso de até 300 quilos. O sistema também utiliza tecnologia de grade virtual, que auxilia na análise das imagens obtidas durante o exame.

Segundo o especialista da Fujifilm, Fernando Operman, o principal objetivo da ferramenta é o rastreamento da tuberculose, mas o equipamento também contribui para identificar outras doenças respiratórias.

Entre os problemas que podem ser detectados estão:

pneumonia

pneumotórax

nódulos pulmonares

lesões malignas

A precisão do sistema para achados comuns em exames de tórax varia entre 97% e 99%.

Estratégia com Inteligência Artificial

A tecnologia faz parte da estratégia Radiografia Rápida com Inteligência Artificial (RAIA), que combina um aparelho de raio-X portátil com um software de Detecção Assistida por Computador.

Essa integração permite realizar o exame próximo ao paciente, com interpretação inicial imediata, o que pode acelerar a tomada de decisões médicas.

Para o infectologista Filipe Perine, do Centers for Disease Control and Prevention, a ferramenta deve reduzir o tempo entre o exame e o início do tratamento.

Segundo ele, a tecnologia também amplia o acesso ao diagnóstico entre populações mais vulneráveis, fortalecendo o cuidado com pessoas que vivem com HIV/Aids e permitindo o rastreamento precoce da tuberculose, uma das principais causas de morte nesse grupo.

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