Crédito: Divulgação A rede de saúde de Campo Grande passou a utilizar um equipamento de raio-X com Inteligência Artificial, capaz de fornecer resultado inicial praticamente em tempo real. A tecnologia deve acelerar o diagnóstico de doenças respiratórias, especialmente entre pessoas que vivem com HIV/Aids.
O equipamento integra o Projeto A Hora é Agora, iniciativa voltada à ampliação do cuidado e do diagnóstico relacionado ao HIV. A ferramenta será utilizada principalmente no Centro Especializado em Doenças Infectoparasitárias e no Centro de Testagem e Aconselhamento.
Antes da implantação, profissionais das equipes assistenciais e de gestão participaram de treinamento específico para operar o equipamento, interpretar os resultados gerados pela inteligência artificial e integrar a tecnologia ao fluxo de atendimento.
Tecnologia portátil e diagnóstico rápido
O novo equipamento é ultraportátil, pesa cerca de 3,5 quilos e pode ser montado em diferentes ambientes, além de suportar pacientes com peso de até 300 quilos. O sistema também utiliza tecnologia de grade virtual, que auxilia na análise das imagens obtidas durante o exame.
Segundo o especialista da Fujifilm, Fernando Operman, o principal objetivo da ferramenta é o rastreamento da tuberculose, mas o equipamento também contribui para identificar outras doenças respiratórias.
Entre os problemas que podem ser detectados estão:
pneumonia
pneumotórax
nódulos pulmonares
lesões malignas
A precisão do sistema para achados comuns em exames de tórax varia entre 97% e 99%.
Estratégia com Inteligência Artificial
A tecnologia faz parte da estratégia Radiografia Rápida com Inteligência Artificial (RAIA), que combina um aparelho de raio-X portátil com um software de Detecção Assistida por Computador.
Essa integração permite realizar o exame próximo ao paciente, com interpretação inicial imediata, o que pode acelerar a tomada de decisões médicas.
Para o infectologista Filipe Perine, do Centers for Disease Control and Prevention, a ferramenta deve reduzir o tempo entre o exame e o início do tratamento.
Segundo ele, a tecnologia também amplia o acesso ao diagnóstico entre populações mais vulneráveis, fortalecendo o cuidado com pessoas que vivem com HIV/Aids e permitindo o rastreamento precoce da tuberculose, uma das principais causas de morte nesse grupo.



