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Domingo, 15 de março de 2026

MPMS investiga plano de saúde por negativa de tratamento cardíaco a paciente idosa

Caso envolve paciente de 82 anos e procedimento indicado por especialistas.

12 de mar 2026 - 18h:08 Créditos: Redação com informações do JD1
Crédito: Divulgação

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu um inquérito civil para investigar uma operadora de plano de saúde suspeita de negar cobertura para um procedimento cardíaco indicado a uma paciente idosa em Campo Grande.

A apuração é conduzida pela 25ª Promotoria de Justiça do Consumidor e envolve a negativa de autorização para a Troca Valvar Aórtica por Transcateter (TAVI), procedimento considerado menos invasivo e indicado para pacientes com alto risco cirúrgico.

Caso envolve paciente de 82 anos

A investigação teve início após o caso de uma paciente de 82 anos, com diversas comorbidades, que recebeu recomendação de dois médicos especialistas em cardiologia para realizar o procedimento.

Segundo os profissionais, a técnica era a alternativa mais segura, já que a cirurgia cardíaca convencional apresentava alto risco de mortalidade para a paciente.

Mesmo com a indicação médica, a operadora recusou a cobertura alegando que o procedimento não está incluído no rol mínimo da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que define os procedimentos obrigatórios para planos de saúde.

Diante da negativa, a paciente recorreu à Justiça e conseguiu uma decisão liminar que garantiu a realização da cirurgia.

Médicos também foram punidos

Após o procedimento, os médicos responsáveis pela indicação do tratamento foram submetidos a processo administrativo disciplinar.

Os dois profissionais receberam advertência. Além disso, uma das médicas foi penalizada com a obrigação de ressarcir integralmente o valor da cirurgia, estimado em mais de R$ 140 mil.

Operadora deverá prestar esclarecimentos

Com base nas informações do caso, o MPMS determinou a notificação da operadora de saúde, que terá 15 dias para apresentar esclarecimentos sobre a negativa do procedimento e as medidas adotadas contra os profissionais.

A investigação busca verificar se houve violação aos direitos do consumidor e possível prática abusiva por parte do plano de saúde, além de avaliar a punição aplicada aos médicos que indicaram o tratamento.

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