Uma criança de Dourados, foi internada no último sábado (10) com suspeita de intoxicação alimentar após consumir fórmula infantil da marca Nestlé. O caso envolve produtos cujos lotes tiveram a comercialização e o uso proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a Prefeitura de Dourados, a Vigilância Sanitária municipal acompanha a situação e reforça o alerta aos pais e responsáveis para que verifiquem atentamente o número do lote impresso nas embalagens. A orientação é clara: na presença de qualquer dúvida, o produto não deve ser utilizado.
A Secretaria Municipal de Saúde também destaca que, caso a criança apresente sintomas, é indispensável buscar atendimento médico imediato. Sempre que possível, a embalagem do produto consumido deve ser levada para auxiliar na avaliação clínica.
Entre os produtos afetados estão fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. Segundo a administração municipal, as equipes intensificaram, nesta terça-feira (13), as fiscalizações em farmácias e supermercados para garantir a retirada imediata dos lotes interditados e orientar comerciantes sobre a medida preventiva.
A Anvisa publicou a resolução no dia 7 de janeiro, após identificar risco de contaminação por cereulida, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A substância pode causar sintomas como vômitos, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva e dificuldade de reação.
A Nestlé informou que a decisão de recolher os produtos faz parte de um recall voluntário. A empresa orienta os consumidores a interromperem imediatamente o uso das fórmulas afetadas e a realizarem a devolução, com reembolso integral. O atendimento é feito pelo e-mail falecom@nestle.com.br ou pelo telefone 0800 761 2500, disponível 24 horas por dia.
Segundo a fabricante, a toxina foi identificada durante análises de qualidade de rotina em um ingrediente fornecido por um fornecedor internacional de óleos, com origem em uma fábrica localizada na Holanda.
Especialistas alertam que, mesmo na ausência de sintomas, o consumo dos produtos pertencentes aos lotes proibidos deve ser suspenso imediatamente. Em caso de ingestão recente, é fundamental observar sinais clínicos que podem surgir até seis horas após o consumo e procurar orientação médica sempre que necessário.



