Crédito: Governo Federal O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a permanência da Força Nacional de Segurança Pública em Mato Grosso do Sul por mais 90 dias. A medida consta em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (13) e mantém o apoio à Polícia Federal em áreas de fronteira e em comunidades indígenas do Estado.
A prorrogação abrange o período de 14 de janeiro a 13 de abril e prevê a atuação da Força Nacional em ações consideradas essenciais para garantir a ordem pública e a segurança da população e do patrimônio, dentro de um planejamento previamente estabelecido.
Conforme a portaria, a Polícia Federal ficará responsável por fornecer o suporte logístico necessário à operação, incluindo estrutura e condições operacionais para o efetivo empregado. A definição do número de agentes mobilizados seguirá as diretrizes da Diretoria da Força Nacional, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública.
A presença da Força Nacional em Mato Grosso do Sul teve início em julho de 2024 e, desde então, vem sendo renovada periodicamente, sempre em intervalos de 90 dias, diante do cenário de conflitos registrados em territórios indígenas.
Naquele mesmo mês, ataques a comunidades indígenas foram registrados em diferentes estados do país, como Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Em MS, um dos episódios ocorreu em Douradina, envolvendo indígenas Guarani e Kaiowá após a retomada de parte do território tradicional. Homens armados invadiram a área e efetuaram disparos contra a comunidade.
Pouco tempo depois, indígenas Guarani e Kaiowá de Caarapó também retomaram uma área, onde uma jovem acabou ferida na perna e permaneceu sem atendimento médico até o fim da tarde. O local é o mesmo onde ocorreu o chamado “Massacre de Caarapó”, em 2016, quando o indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza foi morto durante uma invasão armada que deixou outros feridos.
Registros divulgados nas redes sociais ainda mostram indígenas da região de Dourados deixando suas comunidades, caminhando por estradas com familiares, sacolas e animais de estimação, em meio a relatos de perseguição.



