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Sexta, 27 de março de 2026

Alunos de Etec são investigados por tortura contra calouros em alojamento no interior de SP

Ao menos cinco estudantes teriam sido vítimas de agressões e humilhações.

13 de mar 2026 - 15h:28 Créditos: Redação com informações do Metrópoles
Crédito: Divulgação/ Polícia Civil

A Polícia Civil do Estado de São Paulo pediu a prisão temporária de um jovem de 18 anos e a apreensão de dois adolescentes, de 15 e 16 anos, suspeitos de torturar colegas calouros da Escola Técnica Estadual Agrônomo Narciso de Medeiros, localizada em Iguape.

Além dos pedidos de prisão e apreensão, os investigadores também solicitaram a quebra de sigilo dos suspeitos durante o andamento das apurações.

Denúncia partiu de pais de alunos

O caso veio à tona após pais de estudantes calouros denunciarem as agressões às autoridades. Pelo menos cinco vítimas teriam sido submetidas a situações de violência física e humilhação dentro do alojamento masculino da instituição.

Os episódios ocorreram em fevereiro deste ano, no início do período letivo, e, segundo a investigação, eram filmados pelos próprios acusados.

De acordo com a polícia, os três investigados estudam no segundo e no terceiro ano do Ensino Médio e teriam atuado como “líderes” dentro do alojamento, que tem capacidade para abrigar 28 estudantes vindos de diferentes cidades.

Agressões incluíam objetos e ameaças

Conforme apurado pelas autoridades, os calouros foram submetidos a um suposto “trote” com práticas de violência consideradas tortura.

Entre os métodos relatados estão:

agressões com alicate

uso de cintos e pedaços de cano

tapas e humilhações

ameaças para impedir que as vítimas denunciassem os fatos a pais ou funcionários da escola

Durante as investigações, foram apreendidos celulares dos suspeitos, além de dois alicates e uma faca. Nos aparelhos, segundo a polícia, foram encontrados diversos vídeos que registram as agressões.

Escola e autoridades acompanham o caso

Em nota, o Centro Paula Souza informou que abriu investigação interna e está adotando as medidas cabíveis.

A instituição também afirmou que está colaborando com as autoridades e prestando apoio aos estudantes e suas famílias.

Enquanto o caso é apurado, os alunos investigados seguirão com atividades escolares de forma remota.

O Conselho Tutelar também acompanha a situação.

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