Crédito: Reprodução Redes Sociais Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri da comarca de Sonora pelo assassinato de Tiago Valdecir Sandrin, ocorrido em janeiro de 2024 dentro da Lanchonete e Pizzaria do Sandrin. O julgamento foi realizado no dia 11 de março de 2026, e os réus foram considerados culpados por homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menores.
Os condenados são Emerson Chagas de Souza, conhecido como “Maquinista”, e Franciano Dias da Paz Pereira Pacheco, apelidado de “Negão” ou “Olhos Famintos”. Eles receberam penas de 24 anos e 6 meses e 32 anos e 8 meses de prisão, respectivamente, além de pagamento de dias-multa.
A sentença foi proferida pela juíza Camila Neves Porciúncula, que determinou o cumprimento inicial da pena em regime fechado, considerando a gravidade dos crimes.
Crime ocorreu dentro de lanchonete
De acordo com as investigações e com os elementos apresentados durante o julgamento, Tiago Sandrin foi morto na noite de 20 de janeiro de 2024, enquanto trabalhava e atendia clientes na lanchonete.
A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo e não teve chance de defesa. A arma utilizada no crime foi uma pistola calibre 9 milímetros de uso restrito, com a numeração suprimida.
O caso também envolveu a participação de uma adolescente, circunstância que caracterizou o crime de corrupção de menores.
Julgamento durou todo o dia
A sessão do Tribunal do Júri começou pela manhã e se estendeu até 19h35. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou a tese de homicídio qualificado cometido no contexto de organização criminosa.
Já a defesa dos acusados alegou erro de identificação e legítima defesa. Apesar dos argumentos apresentados, os jurados decidiram por unanimidade pela condenação nos principais pontos da acusação.
Caso teve grande repercussão
O assassinato de Tiago Sandrin gerou forte repercussão na cidade de Sonora à época do crime, especialmente pelo fato de ter ocorrido dentro de um estabelecimento comercial e na presença de clientes.
A decisão do Tribunal do Júri reforça o papel do sistema judicial no julgamento de crimes dolosos contra a vida, garantindo a responsabilização penal em casos considerados de grande gravidade.



