O dólar voltou a cair e ficou abaixo de R$ 5 nesta segunda-feira (13), em meio às tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã. Por volta das 15h, a moeda americana recuava 0,36%, cotada a R$ 4,9931, após abrir o dia em alta.
Na última sexta-feira (10), o dólar já havia registrado queda de 1,02%, sendo negociado a R$ 5,0112, refletindo a expectativa do mercado diante das negociações entre os dois países.
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, também apresentou reação positiva. Após iniciar o dia em queda, passou a subir 0,24%, alcançando 197.806 pontos. Na sessão anterior, o índice havia avançado 1,12%.
O cenário internacional segue influenciando diretamente os mercados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá agir contra embarcações ligadas ao Irã no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo.
A medida elevou as tensões na região e impactou o mercado de energia. O petróleo tipo Brent chegou a subir mais de 7% pela manhã, sendo negociado acima de US$ 100 o barril, antes de desacelerar ao longo do dia. O WTI também registrou alta significativa.
O bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos reduziu o fluxo de navios no Golfo Pérsico e aumentou a incerteza entre investidores, que acompanham o risco de uma possível escalada do conflito.
No Brasil, o mercado também reagiu a dados do Banco Central do Brasil. O Boletim Focus indicou piora na expectativa de inflação para 2026, que subiu para 4,71%, acima do teto da meta.
Apesar disso, as projeções para a taxa básica de juros (Selic) foram mantidas, com expectativa de encerramento de 2026 em 12,50%.
Nos mercados internacionais, o dia foi marcado por cautela. Bolsas dos Estados Unidos e da Europa operaram em queda, enquanto os índices asiáticos fecharam próximos da estabilidade, refletindo o cenário de incerteza global.



