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Segunda, 19 de janeiro de 2026

Alemanha, Suécia e Noruega anunciam envio de soldados à Groenlândia

Movimento responde a pressão dos Estados Unidos sobre a ilha.

14 de jan 2026 - 18h:13 Créditos: Redação, com informações do G1
Crédito: Guglielmo Mangiapane

Em meio à escalada de tensão envolvendo a Groenlândia, Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram nesta quarta-feira (14) o envio de tropas ao território, que é autônomo, mas permanece sob responsabilidade da Dinamarca. A medida ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo a anexação da ilha.

A chegada dos militares está prevista para esta quinta-feira (15). De acordo com o governo alemão, o contingente será composto inicialmente por tropas de reconhecimento, enviadas a pedido da Dinamarca. O objetivo é avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança regional.

Mais cedo, o governo dinamarquês já havia informado o fortalecimento da presença militar na Groenlândia e em áreas próximas, em articulação direta com aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Nas últimas semanas, Trump tem reiterado que a Groenlândia possui importância estratégica para a segurança dos Estados Unidos. O presidente norte-americano afirmou que o controle da ilha seria necessário para impedir uma eventual ocupação por Rússia ou China, e declarou que “todas as opções estão sobre a mesa”, sem descartar uma ação militar.

Ainda nesta quarta-feira, representantes da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram em Washington com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Após o encontro, um alto funcionário dinamarquês reconheceu a existência de um “desacordo fundamental” com Trump sobre o futuro da Groenlândia.

Apesar das divergências, os países concordaram na criação de um grupo de trabalho para discutir as preocupações de segurança levantadas pelos Estados Unidos. A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, afirmou que o território deseja ampliar a cooperação com Washington, mas reforçou que não aceita qualquer forma de controle americano.

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