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Sexta, 23 de janeiro de 2026

Desaprovação de Lula chega a 49% e supera aprovação, aponta Quaest

Pesquisa mostra cenário de estabilidade e pessimismo econômico

14 de jan 2026 - 10h:54 Créditos: Redação, com informações do Midiamax
Crédito: Reprodução/Rede social

A avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue marcada por equilíbrio entre aprovação e desaprovação, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (14) pelo instituto Quaest, a pedido da Genial Investimentos. De acordo com a pesquisa, 49% dos eleitores desaprovam a atuação do presidente, enquanto 47% aprovam.

Os números indicam estabilidade em relação ao último levantamento, realizado em dezembro de 2025, quando a desaprovação também era de 49% e a aprovação alcançava 48%. Desde outubro, os índices permanecem tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Ao longo de 2025, o governo enfrentou momentos de maior desgaste. Entre fevereiro e setembro, a desaprovação superou a aprovação, com o pior resultado registrado em maio, quando 57% avaliavam negativamente a gestão e apenas 40% manifestavam apoio.

Avaliação do governo e cenário econômico

Quando a pergunta se refere à avaliação geral do governo Lula, 39% dos entrevistados consideram a administração negativa, 32% avaliam como positiva e 27% classificam como regular. Em comparação com dezembro, houve leve aumento na percepção negativa, que era de 38%.

A pesquisa também aponta resistência à continuidade do atual governo. Para 56% dos entrevistados, Lula não deveria ser reeleito para mais quatro anos, enquanto 41% defendem a permanência do petista no cargo.

No campo econômico, a percepção é majoritariamente desfavorável. Para 43% dos eleitores, a economia piorou nos últimos 12 meses, índice superior ao registrado em dezembro. Já 24% acreditam que houve melhora, e 29% avaliam que a situação permaneceu estável.

As expectativas para o próximo ano são divididas: 48% acreditam em melhora da economia, 33% projetam piora e 21% não veem mudanças significativas.

O custo de vida segue como um dos principais fatores de insatisfação. Segundo o levantamento, 58% dos entrevistados afirmam que os preços dos alimentos aumentaram, enquanto 24% dizem que permaneceram iguais e 16% avaliam que houve queda.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 8 e 11 de janeiro. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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