Entraram em vigor nesta semana as atualizações nos valores pagos pelo INSS, impactando diretamente aposentados, pensionistas, beneficiários do seguro-desemprego e trabalhadores com carteira assinada. As mudanças decorrem do reajuste do salário mínimo e da elevação do teto previdenciário, oficializadas pelo Governo Federal na segunda-feira (12).
Com a atualização, o valor máximo pago pela Previdência Social passou a ser de R$ 8.475,55. A medida reajusta benefícios e também altera os percentuais de contribuição descontados mensalmente dos salários de trabalhadores formais.
Quem recebe o piso nacional passa a contar com salário mínimo de R$ 1.621,00. Já os segurados que ganham acima desse valor tiveram os benefícios corrigidos em 3,90%, índice aplicado para recompor perdas inflacionárias do último ano.
Impacto nos principais benefícios
O seguro-desemprego também foi reajustado. Em Mato Grosso do Sul, o valor máximo da parcela chegou a R$ 2.518,65. O cálculo do benefício considera a média salarial dos últimos três meses anteriores à demissão sem justa causa, respeitando o novo teto.
Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, acompanha automaticamente o salário mínimo. Com isso, o valor mensal pago passou para R$ 1.621,00, sem necessidade de recadastramento.
No caso das aposentadorias e pensões, quem recebe exatamente um salário mínimo já passou a receber o novo valor. Para os benefícios acima do piso, a correção de 3,90% foi aplicada automaticamente. Um segurado que recebia R$ 2 mil, por exemplo, passa a receber R$ 2.078,00.
Descontos maiores no contracheque
As mudanças também atingem quem está na ativa. Com o reajuste do salário mínimo e do teto do INSS, as faixas de contribuição previdenciária foram atualizadas, alterando os descontos no holerite.
As alíquotas seguem o modelo progressivo, conforme a faixa salarial:
- até R$ 1.621,00: desconto de 7,5%;
- de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%;
- de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%;
- de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55: 14%.
O governo reforça que programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, não são automaticamente reajustados com o salário mínimo, pois seguem critérios próprios.



